- boards of canada lançam inferno, seu primeiro álbum de estúdio em treze anos.
- o trabalho conserva o estilo de lullabies translúcidas, com vibe 90’s e influências de trip-hop, lado que ganhou nova atenção recentemente.
- faixas como “Prophecy at 1420 MHz” evocam sonoridades de masssive attack, com riffs midrange, bateria seca e voz distorcida.
- o álbum abre com “Introit”, usando sintetizadores vintage, e inclui “You Retreat in Time and Space” com batida lenta e texturas oníricas.
- “Father and Son” injeta humor com clipes vocais, enquanto “Into the Magic Land” aposta em guitarras tremolo para criar um ambiente cinzoso e cinematográfico.
Boards of Canada lança Inferno, o primeiro álbum de estúdio em 13 anos, mantendo o tom sonhador das suas trilhas eletroacústicas. O duo escocês apresenta novas faixas que dialogam com o lado nostálgico dos 90s.
O trabalho chega pela Warp Records, selo que acompanha a dupla desde o início. Inferno recupera a delicadeza das composições, sem abrir mão da abordagem central: atmosferas envolventes, batidas contidas e samples que parecem flutuar.
A imprensa e o público reconhecem o parentesco com o trip-hop, mas a dupla prefere manter a identidade. As faixas preservam o kirlian das produções anteriores, com timbres etéreos e linhas de baixo contidas.
Entre as revelações do álbum, destacam-se momentos que soam mais diretos e antenados com o som atual. Propriedade de ritmo e textura criam peças que lembram tanto o trabalho mais recente de Massive Attack quanto o próprio canônico de BoC.
A abertura apresenta sintetizadores vintages que remetem a programas de ciência da BBC, marcando o tom de Inferno desde o início. As faixas seguintes mantêm a cadência suave, com camadas de teclado e uma produção que parece ampla e cinematográfica.
Faixas como Prophecy at 1420 MHz exibem uma pegada mais marcante, com ganchos sonoros que dialogam com o que há de mais característico no som dos anos 90. A atmosfera continua envolvente e minuciosa.
O conjunto evidencia a habilidade de BoC em criar lullabies eletrônicas que não se reproduzem, mas evoluem. Inferno reforça o estilo de produção que os tornou referência no cenário, sem abrir mão da sobriedade.
O resultado final é um retorno cuidadosamente elaborado, que reforça a identidade do duo. Inferno é apresentado como continuidade criativa que dialoga com o passado e o presente da música eletrônica.
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