- A biografia de Marcos Ariel, pianista central da cena instrumental brasileira, é relatada no livro O Piano Brasileiro e Marcos Ariel, escrito pelo próprio músico em parceria com o jornalista Miguel Sá.
- O texto destaca o auge do jazz fusion no eixo Rio-São Paulo, com festivais como o Festival Internacional de Jazz São Paulo-Montreux, realizados em 1978 e 1980, reunindo nomes brasileiros e estrangeiros.
- O primeiro álbum solo, Bambu (1981), saiu de forma independente após Ariel não encontrar apoio em grandes gravadoras, e teve faixas tocando em rádios mesmo sem jabá.
- O Malabarista (1983) marcou a continuidade da carreira e Ariel assumiu a direção artística do Jazzmania, contribuindo para fortalecer a cena de música instrumental no Rio de Janeiro.
- Hoje, com cinquenta anos de carreira, Ariel se apresenta desde 2023 às terças-feiras no Beco das Garrafas, no Copacabana, e o livro reúne relatos sobre a trajetória da geração de instrumentistas da época.
O pianista Marcos Ariel é destaque em meio à efervescência da cena instrumental brasileira. A biografia recém-lançada reúne a trajetória do músico ao lado de nomes marcantes do jazz nacional e internacional.
O livro O Piano Brasileiro e Marcos Ariel, assinado pelo próprio Ariel e pelo jornalista Miguel Sá, contextualiza sua passagem pela cena de Nova York, Lapa e Rio de Janeiro, com foco na música instrumental e no movimento que consolidou o gênero.
Publicado pela editora Jaguatirica em parceria com a Escola Música e Negócios, o volume registra o início da carreira do artista, que começou tocando flauta em rodas de choro no Rio. A transição para o piano modelou sua identidade musical.
Ariel lançou seu primeiro álbum solo, Bambu, em 1981, de forma independente, após tentativas frustradas em grandes gravadoras. Faixas do disco chegaram a oitar em rádios sem o jabá tradicional, em um momento de ascensão do jazz fusion.
O segundo trabalho, O Malabarista, saiu em 1983. Nesse período, ele assumiu a direção artística do Jazzmania, contribuindo para a formação da cena instrumental no Rio ao lado de casas como Mistura Fina e People.
O livro também aborda a geração que acompanhou Ariel, com guitarristas, saxofonistas e percussionistas que ajudaram a moldar o gênero na cidade. A obra destaca encontros com músicos estrangeiros e o intercâmbio com o cenário de Los Angeles no final dos anos 1980.
A publicação evidencia a trajetória de Ariel ao longo de cinco décadas de carreira, com ênfase nas dificuldades enfrentadas por artistas de música instrumental. A obra é o primeiro título da coleção Música Brasileira.
O texto também relata a passagem de Ariel pela Lapa na segunda metade dos anos 1990, quando retomou a flauta em rodas de choro. O músico integrou a chamada geração Semente, vinculada ao bar Semente, ponto de encontro dessa cena.
Atualmente, Marcos Ariel permanece ativo, apresentando-se desde 2023 às terças-feiras no Beco das Garrafas, em Copacabana. O livro funciona como referência para compreender a evolução da música instrumental brasileira.
A obra pode servir como base para entender o papel de Ariel no cenário nacional, entre performances, gravações e a formação de novos instrumentistas. O livro é uma leitura relevante para fãs e pesquisadores do gênero.
Entre na conversa da comunidade