- Isabelle Nogueira, 33 anos,—cunhã-poranga do Garantido—revelou em Instagram como funciona o boi de pano no Festival de Parintins.
- O vídeo, publicado neste sábado (20), chega cinco dias antes do início do festival deste ano.
- A estrutura pesa cerca de 12 kg, é feita com materiais leves e revestida por tecidos; a “tripas” é quem move o boi.
- Com movimentos do corpo e mecanismos nas articulações, o boi dança, abaixa a cabeça, gira e interage com o público; em versões mais modernas, olhos e boca também se movem, chegando a 18 kg.
- A artista ressalta a dificuldade do trabalho: calor intenso dentro da estrutura, que combina espuma e materiais, exige muita energia dos envolvidos.
Isabelle Nogueira, 33, revelou em redes sociais o funcionamento do boi de pano do Festival Folclórico de Parintins. A cunhã-poranga do Garantido, na instituição desde 2015, mostrou, em um vídeo, o sistema que anima a figura durante a apresentação. A postagem ocorreu neste sábado, cinco dias antes do início oficial do festival deste ano.
Antes de ganhar vida na arena, o boi-bumbá passa por um processo de construção que mistura arte e engenharia. A estrutura, que pesa cerca de 12 kg, é fabricada com materiais leves e revestida por tecidos e adereços. O responsável por movimentar o muñimbo — denominado tripa do boi — opera a peça mantendo capacidade de deslocamento para dançar, abaixar a cabeça e interagir com o público.
Em estágios mais elaborados, como os vistos no Festival de Parintins, o boi pode incluir recursos que simulam olhos e boca, aumentando o realismo. Nesses casos, o peso chega a 18 kg e a complexidade de movimentos exige maior controle por quem manobra o conjunto.
Detalhes do mecanismo
A construção combina componentes de artesanato e engenharia, garantindo que os gestos acompanhem a música e o enredo da apresentação. A orelha, o pescoço e o cauda são articulados para reagirem aos passos do intérprete, enquanto o coração pulsa por meio de mecanismos internos.
O trabalho de quem conduz o boi dentro da estrutura é considerado intenso. O calor é elevado devido aos materiais e à espuma que compõem o boi, o que demanda resistência física e coordenação para manter a energia da performance ao longo da dança. Aos tripas, os elogios pela habilidade de manter a dinâmica da figura são frequentes.
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