- Uma exposição com gravuras em mezzotinta de mariposas abriu na galeria Cornish, Kestle Barton, em Cornwall.
- A mostra, que mostra como as mariposas se adaptaram a mudanças ambientais causadas pelo homem, traz obras de Sarah Gillespie.
- Gillespie afirma que a exposição vai além da fascinação pelas padrões das asas, destacando que o que é selvagem pode se esconder conforme habitats são destruídos e pesticidas são usados.
- A exposição fica em cartaz de 20 de junho a 6 de setembro.
- Uma das narrativas centrais foca na mariposa-peppered, que se adaptou na Revolução Industrial ficando mais escura para camuflar na fuligem, e retornou a marcas mais claras com as leis de ar limpo a partir dos anos sessenta; as mariposas foram capturadas e liberadas de forma humanitária durante a produção.
An exhibition of mezzotint prints exploring how moths adapt to environmental changes caused by humans abriu na galeria Cornish Kestle Barton, em Cornwall. A mostra apresenta obras da artista Sarah Gillespie e é organizada pela própria galeria.
A exposição busca mostrar que a arte vai além da curiosidade sobre padrões de asas. Gillespie comenta que o projeto revela a percepção de que o que é selvagem pode se ocultar conforme habitats são destruídos pela atividade humana.
A mostra funciona de 20 de junho a 6 de setembro, com entrada a acompanhar a programação da galeria. A curadoria enfatiza o foco educativo e a relação entre arte e ciência ambiental.
Peppered moth: lição da evolução
A narrativa central acompanha a traça-da-fuligem, que se adaptou à poluição industrial devolvendo tons mais escuros para camuflar-se em prédios acinzentados. A mudança ocorreu durante a Revolução Industrial.
Com leis de ar limpo a partir dos anos 1960, a espécie recuperou padrões mais claros, destacando a dinâmica entre poluição, recuperação ambiental e evolução rápida. O conteúdo ilustra respostas da natureza a impactos humanos.
Gillespie afirma que a beleza da camuflagem das traças ajuda a entender o papel da natureza frente a ameaças. Segundo a artista, o projeto também revela a necessidade de preservar habitats remanescentes.
Organizadores destacam que as traças apresentadas foram capturadas de forma humana e libertadas ao final da criação das obras, mantendo o respeito aos animais. A exposição utiliza esse método para enfatizar o tema.
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