- O Van Abbemuseum, em eindhoven, lança o projeto “System Thinkers” para incorporar artistas na prática do museu, com foco em acessibilidade para públicos neurodiversos e uso de ferramentas sensoriais, como fidget toys nas novas cadeados e um mapa sensorial nas salas da exposição Collection as Cosmos.
- Parceira com a rede de design neurodivergente ADEZIV; Daisy Dawson explica que as ferramentas de estímulo ajudam na regulação e podem beneficiar a todos; a peça “Touching the Museum without Touching the Museum” integra esse conceito.
- O prédio foi reorganizado em dois níveis: no térreo, trabalhos como Ghost Feed e Delivery Dancer: Time Curves; no andar superior, a mostração está não cronológica, com cenários e variações de iluminação para estimular a experiência.
- A curadoria busca desafiar o “white cube” e tornar a coleção mais sensível ao visitante, com a exposição Collection as Cosmos apresentando a coleção como aglomerados estelares em ordem não linear.
- Em meio às mudanças, o museu celebra o 90º aniversário com doações de 90 moradores locais; a instituição também mantém referências históricas, como a restituição de uma pintura de Kandinsky, substituída por impressão e recibo de transporte para os seus donos legítimos.
O Van Abbemuseum, em Eindhoven, apresenta um redesenho voltado a tornar a visita mais acessível para públicos neurodiversos. A instituição integra ferramentas sensoriais como brinquedos fidget e um mapa sensorial, com o objetivo de incentivar interações mais profundas com as obras.
A iniciativa, denominada System Thinkers, envolve artistas e redes locais para repensar operações do museu. A parceria inclui o grupo ADEZIV e artistas como Ayoung Kim, john gerrard e Ayumi Paul, entre outros pesquisadores. A ideia é promover participação integrada ao dia a dia do espaço.
A reforma reorganiza o edifício em dois segmentos. No térreo, o foco é colaborar com os system thinkers, apresentando obras que exploram movimentos e cenários ambientais por meio de simulações digitais e instalações interativas. No andar superior, mais de 250 obras foram reordenadas não de forma cronológica.
O museu enfatiza uma nova abordagem de apresentação da coleção. Em vez de uma linha temporal, a curadoria propõe agrupamentos temáticos que remetem a constelações históricas da arte, explorando relações não lineares entre as obras. Alterações de iluminação e cenografia acompanham o novo conceito.
Entre as experiências, há instalações que convidam o público a participar ativamente, como ambientes que estimulam a percepção sem depender da obra física presente. O espaço também abriga objetos doados por 90 moradores locais, usados para comemorar o 90º aniversário do museu e ampliar o vínculo com a comunidade.
A equipe destaca que as mudanças visam ampliar a compreensão da visita, incluindo questões sensoriais como luzes, sons e estímulos ambientais. A direção busca torná-la mais inclusiva, sem abandonar a qualidade de uma mostra de arte contemporânea.
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