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MFA Boston une vasos de Paul Revere a obra de David Drake, artista escravizado

MFA Boston exibe jarra de David Drake ao lado da tigela de prata de Paul Revere, enfatizando diálogo sobre liberdade e interdependência cultural

Left: David Drake (or Dave the Potter), Storage jar, 1857. Right: Paul Revere Jr, Sons of Liberty Bowl, 1768. Drake: John H. and Ernestine A. Payne Fund, Otis Norcross Fund, funds donated by the Curators Circle: Black Arts and Artists, Elizabeth M. and John F. Paramino Fund in memory of John F. Paramino, Boston Sculptor, Harriet Otis Cruft Fund, and Seth K. Sweetser Fund, from the descendants of David Drake. Photograph © Museum of Fine Arts, Boston. Revere: Museum purchase with funds donated by contribution and the Francis Bartlett Donation of 1912. Photograph © Museum of Fine Arts, Boston
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  • O Museu de Belas Artes de Boston (MFA Boston) reestrutura suas galerias de arte norte‑americana do século XVIII, e o pote de David Drake passou para as galerias principais a partir de 20 de junho, em preparação para os 250 anos da fundação do país.
  • O jarro de Drake, feito em 1857 por um artista escravizado, fica ao lado da tigela de prata de Paul Revere, “Sons of Liberty”, de 1768, criando uma leitura conjunta sobre liberdade.
  • A reforma busca valorizar a troca cultural e as histórias de interdependência, indo além do foco tradicional nas lutas pela independência.
  • As inscrições de ambos os objetos serão lidas por meio de gravações que aparecem quando os visitantes se aproximam.
  • A tigela de Revere traz uma inscrição celebrando 92 legisladores de Massachusetts que resistiram à taxação britânica, enquanto o jarro de Drake exibe poemas curtos e a assinatura “Dave”, conhecido como “Dave the Potter”; especialistas destacam o contraste entre as peças.

O Museu de Belas Artes de Boston (MFA Boston) reconfigura suas galerias de arte americana do século XVIII, instalando pela primeira vez uma jarra de argila de David Drake, artista enslavado, ao lado de uma bowl de prata de Paul Revere, figura-chave da Guerra Revolucionária. A apresentação ocorre a partir de 20 de junho, em reforço às celebrações do 250º aniversário da independência dos Estados Unidos.

A jarra de Drake, criada em 1857, deixa a atual galeria de arte popular e artesanal para ocupar o espaço principal dedicado às raízes da América. A bowl de Revere, criada e gravada em 1768, figura ao lado da peça de Drake, como parte de uma reavaliação curatorial que enfatiza interdependência cultural e intercâmbio entre comunidades.

O redesenho é liderado pelo chefe de assuntos curatoriais Ethan Lasser, também pesquisador de Drake. A proposta, segundo ele, foca menos em narrativas de soberania e mais em diálogos entre culturas e em como sociedades diferentes se influenciam e entram em conflito ao longo da construção histórica. A reexposição é a primeira desde 2010.

Contexto e diálogo entre as peças

O objetivo é aproximar objetos de momentos históricos distintos que compartilham temas de liberdade e participação cívica. A obra de Drake é particularmente destacada pela inscrição gravada na jarra, que ele assinava como Dave, levando em conta a realidade de pessoas escravizadas que produziam arte. A peça de Revere traz uma gravação que celebra legisladores locais e o resistance às taxas britânicas, apontando para uma forma anterior de protesto.

A curadoria destaca que a combinação das duas peças cria um espaço de reflexão sobre quem é incluído nas narrativas fundacionais. As obras conservadas em coleção recente também passam a dialogar com objetos contemporâneos, ampliando o escopo de análise sobre liberdade, cidadania e identidade nacional, sem desvalorizar o contexto de Drake.

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