- O Phoenix Art Museum recebeu 185 obras de arte nativa americana moderno e contemporâneo, da coleção de William P. Healey, maior doação do gênero já feita à instituição.
- A doação vai fundamentar a nova exposição The Way We Came: A Century of Indigenous Art, que abre no museu em 26 de agosto.
- A mostra é co-curada por Tony Abeyta e JoAnna Reyes; Abeyta é artista Diné incluído na doação.
- Entre os artistas presentes estão Jaune Quick-to-See Smith, Fritz Scholder, Allan Houser, T. C. Cannon, Kay WalkingStick e Emmi Whitehorse.
- A maioria dos artistas da doação já faleceram; a coleção conta com apenas um representante de tribos da região de Phoenix (Michael Chiago).
O Phoenix Art Museum recebeu 185 obras de arte nativa americana moderna e contemporânea, da coleção do colecionador William P. Healey. A doação é a maior já feita ao museu nesse campo. A curadoria foi orientada pelo artista Diné Tony Abeyta.
A coleção será a base de uma nova exposição, The Way We Came: A Century of Indigenous Art, que abre em 26 de agosto no museu. A mostra contará com Abeyta como co-curador, ao lado de JoAnna Reyes, curadora adjunta de América do museu.
Entre os artistas incluídos estão Jaune Quick-to-See Smith, Fritz Scholder, Allan Houser, T. C. Cannon, Kay WalkingStick e Emmi Whitehorse. Ao todo, 99 artistas estão representados no conjunto Healey.
Sobre a mostra e curadoria
A exposição envolve a ideia de survivance, conceito elaborado por Gerald Vizenor, e busca situar as obras em uma presença ativa que desafia narrativas de erasure indígena. A curadoria não contará com equipe nativa permanente.
A diretora do museu, Jeremy Mikolajczak, afirma que a instituição pretende, de fato, contratar um curador nativo para acompanhar as 185 peças, embora ainda não haja confirmação formal.
Entre os impactos discutidos, destaca-se a falta de representantes da Akimel O’odham, povos ligados à região de Phoenix, no conjunto aceito. Apenas Michael Chiago, ligado aos Tohono O’odham e aos Pima-Maricopa, aparece entre os artistas da área.
Pesquisadores e artistas comentam que a presença de obras de falecidos na coleção pode exigir estratégias diferentes de relação com comunidades, visitas de estúdio e comissões futuras. A ausência de encadeamento com artistas ativos é apontada como um desafio histórico.
Segundo Demian DinéYazhi, artista Diné, a doação celebra o acervo histórico, mas evidencia recursos dedicados a colecionadores em detrimento de comunidades locais. A situação é vista como oportunidade de ampliar o diálogo com curadores independentes e artistas da região.
Joseph Pierce, da Nação Cherokee, acrescenta que artistas com representação em galerias recebem visibilidade adicional, enquanto os falecidos não necessitam desse apoio, o que acarreta diferenças na gestão do acervo.
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