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Diretor do British Museum reage após adiamento do Mês da Cultura Judaica

Diretor do British Museum defende adiamento de palestra sobre Israel e Judá por risco de protesto, afirmando que não se pode abandonar conversas difíceis

The British Museum postponed a lecture on ancient Jewish history for Jewish Heritage Month scheduled for 28 May
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  • O British Museum adiou a palestra sobre História de Israel e Judá, marcada para 28 de maio, por receio de protesto durante o evento.
  • O museu informou que até cinquenta por cento dos inscritos seriam possíveis manifestantes, o que motivou o reagendamento.
  • A palestra foi remarcada para o início de junho, com detalhes a serem divulgados online.
  • O diretor Nicholas Cullinan defendeu a decisão, dizendo que não se deve abandonar conversas difíceis, mesmo em tempos conturbados, e que equilibrar responsabilidades não é censura, é gestão.
  • A medida ocorreu em meio a controvérsias recentes envolvendo instituições culturais no país e debates sobre política e liberdade de expressão; o British Museum enfrenta ainda investigações sobre rotulagem de itens.

O British Museum adiou uma palestra pública sobre a cultura judaica, prevista para 28 de maio, após identificar a possibilidade de interrompimento por protesto. O diretor Nicholas Cullinan falou sobre a decisão, destacando que o objetivo foi evitar confrontos em um dos principais museus de referência mundial.

Paul Collins, responsável pelo Departamento do Oriente Médio, deveria conduzir a conversa sobre as histórias dos reinos de Israel e Judá. Segundo o museu, até 50% dos inscritos eram suspeitos de participação como protestantes, o que motivou o adiamento.

A palestra foi remarcada para o início de junho, com informações a serem divulgadas online. Cullinan afirmou que o evento não foi cancelado, apenas adiado, ressaltando que manter o espaço para o debate é responsabilidade de gestão, não censura.

Contexto e repercussões

O Museu reforçou que milhares de visitantes, incluindo grupos escolares, estariam no local no dia marcado originalmente. A instituição disse que o público tinha expectativa de ouvir o conteúdo sem interrupções organizadas.

Diversos comentaristas culturais manifestaram críticas ao adiamento. O historiador Simon Schama afirmou, em rede social, que a decisão seria inadequada em termos de liberdade de expressão, o que gerou debate sobre limites e protestos em espaços culturais.

Mês da Cultura Judaica e agenda institucional

O anúncio do Mês da Cultura Judaica foi feito pela Board of Deputies of British Jews, com mais de 100 atividades em todo o país a partir de 16 de maio. Instituições como Tate, V&A e Museum of the Home, em Londres, participam da iniciativa.

Observações adicionais

OBritish Museum já enfrentou controvérsias recentes envolvendo rótulos de exposições. Uma investigação do The Art Newspaper indicou que alterações nos rótulos ocorreram antes de uma carta de pressionamento, embora peritos tenham destacado que algumas formulações geraram dúvidas entre estudiosos.

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