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Hospital das Emoções de Los Angeles oferece aos artistas novas perspectivas

Hospital of Emotions transforma 80 espaços do antigo St Vincent Medical Center em instalação imersiva, buscando catarse emocional nos visitantes

David Otis Johnson's installation in room five of *Hospital of Emotions*
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  • O Hospital of Emotions ocupa 80 espaços no antigo St Vincent Medical Center, em Los Angeles, que será renovado para um centro de saúde comportamental.
  • A curadoria é de Yaara Sachs; a chamada aberta levou a participação de cerca de setenta artistas, incluindo nomes de galerias, designers de cena, artistas de rua e estudantes.
  • Cada artista recebeu quatro mil dólares, e até dez mil dólares para cobrir materiais.
  • A mostra é organizada em departamentos emocionais — alegria, esperança, medo e raiva — para conduzir os visitantes a uma experiência de catarse.
  • As obras variam entre peças lúdicas e instalações mais intensas, com destaques de Cosmodernism, Dioz, Yaara Sachs, Pablo Thomas e Napo.

O Hospital of Emotions é uma instalação pop-up em Los Angeles que transforma 80 espaços do antigo St Vincent Medical Center em ambientes imersivos. A proposta é explorar estados emocionais por meio de obras de artes visuais, num processo que envolve artistas locais.

A curadora Yaara Sachs abriu convites para propostas, reunindo cerca de 70 artistas de diferentes áreas, desde galeristas até grafiteiros e estudantes. Cada participante recebeu 4 mil dólares para o projeto, além de até 10 mil para materiais.

Ao longo do prédio, áreas antes destinadas a exames ganharam leituras artísticas. Os visitantes percorrem departamentos temáticos, como alegria, esperança, medo e raiva, com a ideia de promover uma catarse pelo corpo e pela mente.

O que está no espaço

Cosmodernism criou uma sala com telas que exibem padrões líquidos sob microscópio, revelando detalhes ocultos da pintura. A construção propõe uma leitura transversal entre técnica e sensação, sem recorrer ao conceito de horror explícito.

Dioz, artista israelense, apresenta uma cena com monstros de Play-Doh que dialogam com uma atmosfera hospitalar, buscando empatia entre medo e carinho. A instalação enfatiza a fantasia como resposta a situações de fragilidade.

A curadora também contribui com uma obra própria, mostrada em uma sala com várias linhas de soro coloridas, que se assemelham a picolés de céu aberto. O objetivo é transformar o ambiente clínico em experiência lúdica.

Pablo Thomas, espanhol de atuação versátil, cobriu paredes, chão e teto com imagens que lembram fotografias de família, sugerindo memórias que podem retornar em momentos de crise. As cenas passam pela intimidade do cotidiano.

Napo, artista nascido em Los Angeles e radicado no Brasil, apresenta figuras humanoides com cabeça de pássaro carregando casas nas costas, conceito que remete à migração e ao peso do lar em trânsito.

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