- O Hospital of Emotions ocupa 80 espaços no antigo St Vincent Medical Center, em Los Angeles, que será renovado para um centro de saúde comportamental.
- A curadoria é de Yaara Sachs; a chamada aberta levou a participação de cerca de setenta artistas, incluindo nomes de galerias, designers de cena, artistas de rua e estudantes.
- Cada artista recebeu quatro mil dólares, e até dez mil dólares para cobrir materiais.
- A mostra é organizada em departamentos emocionais — alegria, esperança, medo e raiva — para conduzir os visitantes a uma experiência de catarse.
- As obras variam entre peças lúdicas e instalações mais intensas, com destaques de Cosmodernism, Dioz, Yaara Sachs, Pablo Thomas e Napo.
O Hospital of Emotions é uma instalação pop-up em Los Angeles que transforma 80 espaços do antigo St Vincent Medical Center em ambientes imersivos. A proposta é explorar estados emocionais por meio de obras de artes visuais, num processo que envolve artistas locais.
A curadora Yaara Sachs abriu convites para propostas, reunindo cerca de 70 artistas de diferentes áreas, desde galeristas até grafiteiros e estudantes. Cada participante recebeu 4 mil dólares para o projeto, além de até 10 mil para materiais.
Ao longo do prédio, áreas antes destinadas a exames ganharam leituras artísticas. Os visitantes percorrem departamentos temáticos, como alegria, esperança, medo e raiva, com a ideia de promover uma catarse pelo corpo e pela mente.
O que está no espaço
Cosmodernism criou uma sala com telas que exibem padrões líquidos sob microscópio, revelando detalhes ocultos da pintura. A construção propõe uma leitura transversal entre técnica e sensação, sem recorrer ao conceito de horror explícito.
Dioz, artista israelense, apresenta uma cena com monstros de Play-Doh que dialogam com uma atmosfera hospitalar, buscando empatia entre medo e carinho. A instalação enfatiza a fantasia como resposta a situações de fragilidade.
A curadora também contribui com uma obra própria, mostrada em uma sala com várias linhas de soro coloridas, que se assemelham a picolés de céu aberto. O objetivo é transformar o ambiente clínico em experiência lúdica.
Pablo Thomas, espanhol de atuação versátil, cobriu paredes, chão e teto com imagens que lembram fotografias de família, sugerindo memórias que podem retornar em momentos de crise. As cenas passam pela intimidade do cotidiano.
Napo, artista nascido em Los Angeles e radicado no Brasil, apresenta figuras humanoides com cabeça de pássaro carregando casas nas costas, conceito que remete à migração e ao peso do lar em trânsito.
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