- O ucraniano Oleksandr Usyk derrotou Rico Verhoeven por nocaute técnico no 11º round, no evento Glory in Giza, em Gizé.
- A luta ocorreu em uma arena ao ar livre no planalto de Gizé, integrada à estratégia de transformar as pirâmides em palco global de entretenimento.
- A Orascom Pyramids Entertainment (OPE) investiu cerca de US$ 30 milhões na renovação do local para receber grandes nomes do esporte e da música.
- A OPE projeta receita de 150 milhões de libras egípcias com eventos nas pirâmides neste ano, com crescimento de quase 20%, apesar de impactos da conjuntura regional.
- O Egito busca reduzir restrições e atrair mais turistas, mirando 30 milhões de visitantes anuais na próxima década, com melhorias de infraestrutura para visitas ao sítio.
O combate entre Oleksandr Usyk e Rico Verhoeven ocorreu na madrugada de domingo, no planalto de Gizé, Egito. A luta, válida pelo título mundial dos pesos-pesados, foi realizada ao ar livre em uma arena temporária perto das pirâmides, sob a organização de promotora ligada à OPE. O nocaute técnico marcou o desfecho da luta, com Usyk derrotando Verhoeven no 11º assalto.
A operação fica sob a gestão da Orascom Pyramids Entertainment, controlada por Naguib Sawiris. A empresa administra cinco áreas do platô e planeja usar grandes eventos para atrair turismo e dinamizar o entorno das pirâmides. O objetivo é transformar o local em palco global de entretenimento.
A iniciativa faz parte da estratégia de revigorar o turismo egípcio, que atingiu 19 milhões de visitantes no ano passado. Investimentos recentes incluíram reformas de US$ 30 milhões no entorno das pirâmides, ampliando serviços e controlando a circulação de visitantes.
Desdobramentos
A renovação ocorreu junto à inauguração do Grand Egyptian Museum nas proximidades, palco de shows ao ar livre desde 2024. Em 2025, a OPE planeja ampliar a programação com mais grandes nomes, com investimentos próprios previstos para o próximo ano.
A guerra entre EUA, Israel e Irã afetou alguns planos de shows, levando adiamentos e cancelamentos. Mesmo assim, o Egito projeta receitas estáveis com eventos culturais e esportivos. A expectativa é alcançar receitas de cerca de 150 milhões de libras egipcianas neste ano.
O mercado regional tem se adaptado: a Arábia Saudita se consolidou como polo de lutas, e outros destinos do Golfo expandem infraestrutura de entretenimento. Grandes nomes, esportes e música passam a ter no Egito um novo vetor de atração turística.
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