- O projeto artístico público Three Mirrors, de Michelangelo Pistoletto, é exibido em nove cidades ao redor do mundo e organizado pela plataforma de arte digital Circa.
- As obras são mostradas diariamente às 20h26, em Londres (Piccadilly Lights) e em telas de Los Angeles, Accra, Abidjan, Casablanca, Hong Kong e Seul, até 30 de junho; na Itália, a exibição começa em 24 de abril, em Milão e Roma.
- As peças são pintadas diretamente em três grandes folhas de espelho e integram a trilogia com os títulos Formula of Creation, Statodellarte e Third Paradise, inspiradas no conceito The Third Paradise.
- Circa atua como plataforma cultural que busca reduzir o ruído publicitário e abrir espaço para diálogo, com parte das edições vendidas destinando 20% para Circa e para a fundação Cittadellarte; há ainda doação ao Fundo Global de Resposta a Emergências das Nações Unidas.
- O objetivo de Pistoletto é promover a ideia de “preventive peace”, que busca manter opostos coexistindo sem levar à destruição.
Michelangelo Pistoletto lança um projeto de arte pública que usa telas digitais para divulgar uma mensagem de paz preventiva. A série Three Mirrors foi encomendada pela plataforma britânica Circa e será exibida em nove cidades ao redor do mundo. A iniciativa integra as telas de publicidade com obras do artista italiano, conhecido pela trajetória Arte Povera.
O lançamento ocorreu em 1º de abril. As obras são exibidas diariamente às 20h26 (horário local) nas Piccadilly Lights de Londres e em telas de Los Angeles, Accra, Abidjan, Casablanca, Hong Kong e Seul, com exibição prevista até 30 de junho. No Brasil, a circulação não está prevista, mas há exibição adicional na Itália a partir de 24 de abril, em Milão e Roma.
As obras são feitas diretamente em três grandes folhas de espelho, refletindo movimentos ligados ao conceito do artista The Third Paradise. Os títulos da trilogia são Formula of Creation, Statodellarte e Third Paradise, gravados nas superfícies durante a montagem na Cittadellarte, em Biella, cidade natal de Pistoletto.
A proposta central é a ideia de uma paz preventiva, definida pelo artista como um caminho para coexistir oposições sem que emerjam conflitos. O projeto utiliza o espaço público e telas de alto alcance para promover reflexão sobre guerra, paz e criação de novos elementos a partir da união de forças opostas.
Circa se apresenta como uma plataforma cultural que busca ampliar o diálogo público através de intervenções artísticas em espaços urbanos. Entre os artistas já convidados pela organização estão nomes como Shirin Neshat, Ai Weiwei, Olafur Eliasson e Marina Abramović, ampliando o alcance internacional da iniciativa.
Além das obras, o projeto prevê uma linha de edições assinadas com 20% das receitas destinadas à Circa e à fundação Cittadellarte, voltadas a programas públicos e educacionais. Parte dos recursos também é destinada ao United Nations Global Emergency Response Fund.
Em entrevista divulgada pela Circa, o fundador Josef O’Connor descreve o objetivo do projeto: transformar telas públicas em suportes cívicos, estimulando a reflexão sobre responsabilidade e consciência social. Pistoletto, por sua vez, reforça que a paz preventiva permite que opostos coexistam sem levá-los à destruição.
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