- Ataques iranianos a Dubai levaram ao fechamento do aeroporto e aumentaram a procura por rotas alternativas via jatos privados, com a demanda crescendo entre os mais ricos.
- Muitos chegam a Omã ou vão até Riade, na Arábia Saudita, para tentar voos privados; em Muscat, os voos comerciais para Europa estão quase lotados até o fim da semana.
- Preços de jatos privados subiram significativamente: voos para Istambul em jato Nextant chegam a cerca de € 85 mil, e saídas para Moscou giram em torno de € 20 mil por pessoa, segundo brokers.
- Empresas de fretamento enfrentam dificuldade em posicionar frotas na região, com disponibilidade muito baixa e várias viagens ainda sem confirmação.
- Turistas permanecem em Dubai ou a bordo de navios de cruzeiro ancorados na região, com autoridades solicitando que hotéis não despejem hóspedes e estendam reservas, quando necessário.
A crise provocada por ataques iranianos a Dubai e o fechamento do aeroporto local gerou uma corrida pelo entorno do território para quem pode deixar os Emirados. Drones e mísseis acertaram alvos na região, atingiram hotéis de alto perfil e prejudicaram a operação do aeroporto, pressionando hotéis, cruzeiros e companhias aéreas.
Com o aeroporto fechado, parte dos moradores ricos busca rotas alternativas via Omã ou Arábia Saudita. Muscat tem mantido as operações, apesar de atrasos, enquanto muitos turistas permanecem hospedados em hotéis ou embarcados em cruzeiros na região.
Rumo a Omã e à Arábia Saudita
O deslocamento de quatro a cinco horas até Muscat tem sido comum, com voos europeus de Muscat quase lotados. Viajar de Omã para Colombo, Sri Lanka, já era possível, mas caro, aumentando a procura por voos privados.
Preços de jatos privados sobem
A demanda por jets privados disparou, elevando tarifas em mercados como Muscat. Um Nextant para Istambul estaria em torno de €85 mil, enquanto saídas para Moscou custam cerca de €20 mil por pessoa. A indisponibilidade de frota também se agravou.
Operação de voos privados restrita
Fontes do setor indicaram que várias empresas não conseguem posicionar aeronaves na região, citando requisitos de seguro e decisões de proprietários. A disponibilidade de voos para Europa ficou reduzida e os preços, altos.
Alternativas de saída
Alguns optaram pela viagem até Riyadh, X, a aproximadamente 10 horas de deslocamento, onde o aeroporto segue operando. Relatos indicaram que empresas de segurança privada reservaram frotas para transferir clientes até a capital saudita.
Repercussões políticas e casos individuais
O episódio gerou críticas na Itália após o ministro da defesa usar um avião do governo para retornar, enquanto muitos italianos ficaram retidos em Dubai. Questionamentos sobre briefings governamentais levantaram tensões políticas internas.
Turistas e serviços locais
O turismo em Dubai manteve-se sob pressão: hotéis foram orientados a não despejar hóspedes e a estender estadias conforme reservas originais. Em alguns resorts, turistas russos reclamaram de cobranças para sair.
Cruzeiros e continuidade de viagens
Vinte mil passageiros de cruzeiros permanecem em navios na região, com várias embarcações ancoradas em portos. Em Abu Dhabi, explosões causadas por drones iranianos geraram fumaça visível ao público, aumentando o temor entre viajantes.
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