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Patrimônio de Tupac aprova cameo em Stranger Than Heaven, gerido por acusado de desvio

Espólio de Tupac aprova cameo no jogo Stranger Than Heaven; executor é acusado de desvio de milhões pela irmã Sekyiwa Shakur, ação em curso

Tupac Shakur in Stranger Than Heaven
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  • A estate de Tupac Shakur, autorizando o cameo no jogo Stranger Than Heaven, foi mediada por Tom Whalley, ex-chefe da Warner Bros. Records.
  • Whalley atua como administrador do patrimônio desde a morte de Tupac, em mil novecentos e noventa e seis, sem testamento, conforme designado pela mãe dele, Afeni Shakur.
  • Sekyiwa Shakur, irmã de Tupac, moveu ação em dois mil e vinte e dois, acusando Whalley de desvio de milhões de dólares e de enriquimento pessoal inadequado.
  • A ação aponta que Whalley teria pago a si mesmo mais de cinco milhões de dólares como gerente da Amaru Entertainment e não repassou bens pessoais à fundação Tupac Shakur.
  • A parceria entre Ryu Ga Gotoku Studio, Snoop Dogg e o suposto consentimento da família permanece sob questionamento, com a ação judicial ainda em andamento em dois mil e vinte e seis.

O estúdio Ryu Ga Gotoku (RGG Studio) e Snoop Dogg anunciaram a estreia de Tupac Shakur em Stranger Than Heaven, novo jogo em desenvolvimento. A aparição foi apresentada como realizada sem uso de IA e contou com a anuência da suposta herdeira do artista, mediante a assinatura de contratos pela equipe de produção. A notícia chegou após divulgação oficial durante o Summer Game Fest.

A participação marca a retomada de recursos digitais envolvendo Tupac, décadas após sua morte em 1996. A confirmação de que a aprovação partiu de quem administra o patrimônio do rapper gerou questionamentos sobre o controle de direitos e sobre a legitimidade dos signatários envolvidos.

A administração do patrimônio permanece centralizada sob a figura de Tom Whalley, ex-presidente da gravadora Warner Bros. e atual secretário de um fundo fiduciário que controla a Amaru Entertainment, detentora de direitos de boa parte da obra de Tupac. A controvérsia envolve acusações de uso indevido de recursos da herança.

Envolvidos e litígio

Sekyiwa Shakur, irmã de Tupac, moveu ação contra Whalley em 2022, alegando desvios de milhões de dólares do espólio. A acusação aponta que ele manteve remuneração excessiva e utilizou propriedades para benefício próprio, sem repassar informações financeiras a instituições associadas à família.

Whalley nega as acusações, dizendo ter sido indicado pela falecida Afeni Shakur para a gestão do patrimônio e que atua em conformidade com os interesses dos herdeiros. A defesa sustenta ainda que a Tupac Foundation não tem direito às informações financeiras do espólio.

O processo continua ativo, sem avanços significativos recentes em registros judiciais. Enquanto isso, a assinatura de Whalley para a participação de Tupac em Stranger Than Heaven permanece em vigor, acompanhada de controvérsias sobre o uso de imagem e conteúdos do artista para fins comerciais.

Contexto e próximos passos

A relação entre direitos de imagem, gerenciamento de patrimônio e anúncios de parcerias com celebridades é acompanhada de perto por fãs e pela imprensa especializada. Não há confirmação pública de consultoria prévia com a família de Tupac sobre a participação no jogo ou sobre NFTs previamente anunciados, reforçando o clima de incerteza.

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