- O juiz da Califórnia marcou nova data de julgamento para 14 de fevereiro de 2028, no caso movido por Wade Robson e James Safechuck contra as entidades MJJ Productions e MJJ Ventures.
- Robson e Safechuck alega que Michael Jackson abusou sexualmente deles quando eram menores e que empresas ligadas a ele ajudaram a ocultar os abusos.
- O julgamento, que antes estava previsto para outubro de 2027, foi adiado após as partes abrirem mão de prazos processuais para avançar.
- A audiência de Safechuck teve atraso devido à agenda do advogado dele, e o availability de um árbitro de descobertas também impactou o cronograma.
- As ações foram consolidadas em 2024; Jackson faleceu em 2009; investigações anteriores não resultaram em acusações formais em 1994 e ele foi absolvido em 2005 em outro caso.
Wade Robson e James Safechuck, acusadores de abuso sexual envolvendo Michael Jackson, ganharam uma nova data de julgamento na Califórnia. O tribunal marcou para 14 de fevereiro de 2028 o início do processo, que tramita contra as empresas MJJ Productions e MJJ Ventures. Os réus argumentam negligência e violação de dever, entre outras alegações. O caso foi consolidado em 2024 após reaparecer em recursos.
Robson, ex-dançarino e diretor, e Safechuck, escritor e ator, entraram com ações separadas em 2013 e 2014. As ações originais foram unidas para julgamento conjunto, com a defesa contestando a capacidade das companhias de proteger vítimas, mesmo que sob controle de terceiros. O objetivo atual é apurar responsabilidades de cada parte envolvida.
Os processos acusam que Jackson praticou abusos por anos, quando as vítimas eram menores, e que funcionários das companhias contribuíram para facilitar ou ocultar o suposto comportamento. Jackson faleceu em 2009; acusações anteriores envolvendo outras supostas vítimas foram investigadas, mas não resultaram em acusações criminais na época.
Avanços processuais recentes
A audiência recente formalizou a prorrogação de prazos e a disponibilidade de testemunhas, com a dispensa de prazos que poderiam adiantar o julgamento. Safechuck teve a oitiva atrasada pela agenda do seu advogado, segundo relatos das partes. O juiz designou um segundo árbitro de descoberta para acompanhar depoimentos.
Jonathan Steinsapir, representante da defesa de Jackson, afirmou que a matéria continua complexa, mas sob controle. A possibilidade de atuar como mediador em conjunto com o segundo árbitro foi discutida, ainda sem definição final. Robson e Safechuck buscam esclarecer responsabilidades empresariais associadas à imagem do artista.
Entre na conversa da comunidade