- Carlo Petrini, jornalista e fundador do movimento Slow Food, morreu aos 76 anos na cidade de Bra, no Piemonte, Itália.
- Ele tinha diagnóstico de câncer de próstata nos últimos anos e liderou a Slow Food até 2022, além de ter criado a Universidade de Ciências Gastronômicas em Pollenzo.
- Slow Food, criada em 1986, promover alimentação boa, limpa e justa e se opõe à cultura do fast-food; hoje atua em mais de 160 países.
- O presidente italiano, Sergio Mattarella, destacou o legado de Petrini, assim como outras autoridades que elogiaram sua defesa da sustentabilidade e da cultura local.
- A origem do movimento remonta ao protesto contra a abertura do primeiro McDonald’s em Roma; no Brasil, a referência ao movimento é de relevância internacional, com impacto na gastronomia mundial.
Carlo Petrini, jornalista italiano, deixou de existir aos 76 anos. Fundador do movimento Slow Food, ele faleceu em Bra, no Piemonte, após conversar com o diagnóstico de câncer de próstata nos últimos anos. Petrini dirigiu a Slow Food desde 1986, até 2022, quando se afastou da presidência.
A organização afirma que Petrini foi um líder visionário comprometido com o bem comum, as relações humanas e o meio ambiente. Entre suas realizações, está a criação da Universidade de Ciências Gastronômicas em Pollenzo, próxima a Bra.
Desde 1986, Slow Food combate a cultura do fast food, promovendo comida boa, limpa e justa. Hoje atua em mais de 160 países, conectando comunidades, produtores, cozinheiros e jovens em torno de uma alimentação sustentável.
Tributos oficiais
O presidente italiano Sergio Mattarella comentou que a perda de Petrini deixa um vazio na cultura alimentar e no debate público. Ele destacou as ideias do ativista sobre sustentabilidade, tradições regionais e respeito ambiental.
O ministro da Agricultura Francesco Lollobrigida elogiou a contribuição de Petrini, lembrando que cada pessoa pode deixar marcas, enquanto o vice-primeiro-ministro Antonio Tajani chamou Petrini de grande embaixador das tradições italianas.
Petrini também teve grande influência internacional. A Slow Food ganhou projeção global, com atuação em mais de 160 países, incluindo parcerias com movimentos britânicos de alimentação.
O movimento Slow Food já recebeu reconhecimento em várias frentes, incluindo menções a Petrini pela imprensa internacional. Em 2004, ele foi destacado como herói europeu pela Time, entre outras homenagens.
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