- O Ocidente tem mostrado recuo em metas climáticas baseadas em temperatura, com mudanças de posição de figuras e blindagem política que dificultam acordos futuros.
- Enquanto muitos países revisam compromissos, a China avança na energia limpa, tornando-se fornecedor mundial de painéis solares, baterias e veículos elétricos.
- O Paris Agreement abriu caminho para políticas industriais verdes, colocando a climate politics na arena da economia política e da disputa eleitoral.
- A China atua de forma autônoma, com planejamento estatal, para impulsionar a transição, enquanto governos ocidentais dependem de mecanismos de mercado e acordos internacionais.
- O texto argumenta que a liderança na transição energética está se deslocando para a China, reconfigurando o papel do Ocidente na governança climática.
O relógio climático de Union Square aponta para uma contagem regressiva de 1,5°C de aquecimento. O dispositivo, revelado em 2020, fica em Nova York e registra o tempo restante para agir. Hoje, a contagem já indica poucos anos.
Enquanto o oeste trava o debate sobre um futuro energético verde, Pequim avança com velocidade. A China domina painéis solares, baterias de lítio e veículos elétricos, tornando-se a líder mundial em energia limpa, mesmo com metas próprias em andamento.
A resistência a metas climáticas ganhou força entre aliados históricos. Governos, bancos e blocos regionais passaram a reavaliar compromissos, com menos ênfase em metas fixas e mais foco em estratégias flexíveis de mercado e competição econômica.
Beijing avança na energia limpa
No terreno, a China investe em políticas industriais estratégicas desde 2006, com subsídios para EVs, produção de baterias e painéis solares. Em 2024, o país respondia por grande parte da capacidade de energia verde global.
Mudanças no cenário internacional
O debate sobre o papel da política climática mudou: acordos internacionais, como Paris, coexistem com experiências de industrialização verde lideradas por estados. O resultado é uma transição desigual, com a China ocupando o centro do cenário tecnológico.
A narrativa revela uma virada: a arquitetura de tratados, associada a metas globais, perde espaço diante de uma dinâmica em que a China molda o mercado de energia limpa com modelo estatal. O Ocidente, por sua vez, exporta tecnologia, mas o domínio permanece em solo chinês.
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