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Contas de energia caem até 10% a partir de julho com renováveis na Austrália

Contas de energia podem cair até 10% em julho com mais renováveis e baterias no grid, fortalecendo tarifas menores e a posição da Austrália no cenário global

Renewable energy and batteries are helping bring down power bills, the government says.
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  • As faturas residenciais podem cair até dez por cento a partir de julho em partes do leste, e as tarifas para pequenas empresas podem recuar até vinte vírgula nove por cento.
  • O detalhamento do mercado padrão funciona como referência para contas de residências e de pequenas empresas; a determinação de 2026/27 marca um novo marco regulatório.
  • O governo aponta três motivos para a queda de preços: mais energia renovável disponível e baterias reduzindo a pressão de carvão e gás nos horários de pico.
  • O setor de renováveis aponta sinais mistos: investimento em vento e solar caiu 48 por cento em 2025, mas o armazenamento doméstico avançou; mais de 400 mil sistemas de armazenamento já estão em uso.
  • A indústria informou que as energias renováveis forneceram 43 por cento da eletricidade australiana em 2025, com o continente ocupando posição de destaque mundial em baterias de grande porte (na terceira posição).

O preço da energia deve cair até 10% para famílias e até 20,9% para pequenos negócios a partir de julho, em partes dos estados leste do país. A queda decorre de um mix maior de renováveis e de baterias no sistema elétrico, segundo a regulação de tarifas.

O regulador australiano de energia divulgou a determinação de mercado padrão 2026/27. Ela estabelece o teto de cobrança das concessionárias para residências e para pequenos negócios, servindo como referência de referência de tarifas.

O anúncio ocorre um dia após a vitória de Victoria com uma redução média de 5% na tarifa de referência para 2026/27, com economia estimada de cerca de 84 dólares ao ano para uma casa típica.

O ministro da Energia, Chris Bowen, citou três fatores para a diminuição: mais energia renovável disponível, baterias reduzindo a pressão sobre carvão e gás, e o uso de recursos renováveis nacionais para reduzir a volatilidade e as contas.

Desde 1º de julho, mudanças regulatórias passam a valer, com regras para que benefícios de planos durem o contrato inteiro, proibições de aumentos em contratos fixos e a eliminação de taxas abusivas, além de limitar reajustes de preço a uma vez por ano.

A consolidação aponta que a energia renovável respondeu por 43% da eletricidade do país em 2025, alta em relação a 2024, com o último trimestre chegando a superar 50% do mix. A Austrália ocupa posição de destaque em baterias, com 2 GW conectados, atrás apenas de China e EUA.

Apesar dos avanços, o setor de energia aponta riscos: queda de investimentos em novas usinas eólicas e solares, influenciados por inflação, trâmites regulatórios e atrasos em transmissão. A tendência de armazenamento via baterias segue robusta, com crescimento expressivo de instalações domésticas.

Investimentos em baterias residenciais cresceram 260% frente a 2024, impulsionados por programas governamentais de apoio. Mais de 400 mil sistemas de armazenamento doméstico já foram instalados até o momento, fortalecendo a capacidade de resposta a picos de demanda.

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