- Nos Estados Unidos, 94 usinas nucleares estão em operação, fornecendo quase 20% da eletricidade nacional.
- O professor assistente do MIT Dean Price defende que a energia nuclear pode crescer, especialmente com IA para ajudar a desenhar reatores mais seguros e econômicos, incluindo reatores modulares pequenos (SMRs) e microreatores.
- Price trabalha com modelagem multfísica para entender como processos neutrônicos e transferência de calor interactuam no núcleo, buscando reduzir a carga computacional com IA.
- A ideia é usar IA para apoiar, e não substituir, os procedimentos de segurança existentes, contribuindo para o design e a operação de novos reatores.
- Além da pesquisa, Price pretende formar a próxima geração de líderes na área e levar os benefícios da IA para a indústria nuclear, mantendo o foco no ecossistema do MIT.
Dean Price, professor assistente do Departamento de Ciência e Engenharia Nuclear do MIT, aposta em um futuro promissor para a energia nuclear e vê IA como aliada para alcançá-lo. Atualmente, 94 reatores operam nos EUA, fornecendo quase 20% da eletricidade do país.
O pesquisador ressalta que a energia nuclear atende a parte significativa da infraestrutura energética há seis décadas, mas destaca a necessidade de ampliar o papel da nuclear diante da busca por alternativas aos combustíveis fósseis. A meta é redesenhar a geração com segurança, economia e confiabilidade.
Price atua na área de modelagem multifísica, que analisa a interação entre processos no núcleo do reator, como neutronics e termodinâmica. Essa abordagem busca entender como variações de temperatura afetam o funcionamento da fissão e a produção de energia.
Enquanto modelos multifísicos para reatores a água leve estão bem estabelecidos, o foco do pesquisador é em reatores avançados, incluindo pequenos reatores modulares (SMRs) e microreatores. Esses modelos podem oferecer maior custo-benefício, flexibilidade e segurança.
Para reduzir a carga computacional dessas simulações, Price investiga o uso de IA e aprendizado de máquina. A ideia é obter respostas precisas sem resolver grandes sistemas de equações diferenciais, tornando o processo mais ágil e eficiente.
Entre as aplicações estudadas, estão o apoio ao design de novas variedades de reatores e a melhoria de decisões de operação. A IA seria usada para preencher lacunas de conhecimento, sempre respeitando estruturas de segurança já estabelecidas.
Price planeja levar os avanços da IA para a indústria nuclear, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento de reatores e formar a próxima geração de profissionais. Em cursos e pesquisas, ele busca inspirar estudantes a seguir carreira na área.
A trajetória acadêmica de Price teve início na Universidade de Illinois, com estudos sobre a segurança de moldes de armazenamento de combustível usado. Em Michigan, ele migrou para a modelagem multifísica, integrando processos que ocorrem no núcleo do reator para melhor compreensão do comportamento sob diferentes condições.
Com atuação no MIT desde setembro de 2025, o professor enfatiza a importância de manter um ambiente de pesquisa colaborativo e estimulante. O objetivo é ampliar a base de conhecimento e formar futuros líderes na área nuclear.
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