- Japão vai iniciar a maior liberação já realizada de petróleo de suas reservas estratégicas, cerca de 80 milhões de barris, equivalentes a 45 dias de demanda interna, a partir de quinta-feira.
- O governo aprovou na semana passada a liberação de reservas privadas, equivalente a 15 dias de abastecimento, para as refinarias nacionais.
- A medida ocorre em meio à crise no Oriente Médio e ao risco de interrupção no trânsito de petróleo pelo estreito de Hormuz.
- Ao fim do ano passado, as reservas totais chegavam a cerca de 470 milhões de barris, o que representa 254 dias de consumo interno; o Japão importa mais de noventa por cento do petróleo bruto do Oriente Médio.
- O governo introduziu subsídios para combustíveis para limitar o preço da gasolina a aproximadamente ¥170 por litro, após o preço médio ter chegado a ¥190,8 por litro; a revisão é semanal.
O Japão anunciará nesta semana a maior liberação já realizada de petróleo de suas reservas estratégicas, numa resposta à crise no Médio Oriente. O primeiro-ministro Sanae Takaichi informou que cerca de 80 milhões de barris serão disponibilizados aos refinadores domésticos, o equivalente a 45 dias de demanda interna. A medida visa compensar interrupções no fluxo de petróleo provocadas pelo conflito na região.
A liberação do estoque estatal deve começar na quinta-feira, segundo Takaichi, que destacou a continuidade de esforços diplomáticos para manter a estabilidade no Oriente Médio. O país importa mais de 90% de seu petróleo cru da região, tornando-se particularmente vulnerável a quaisquer fechamentos do estreito de Hormuz.
A decisão ocorreu após a aprovação, na semana anterior, de liberar reservas privadas correspondentes a 15 dias de suprimento. A medida envolve o uso de estoques estratégicos para evitar desabastecimentos nas refinarias nacionais, diante da incerteza sobre o tráfego de navios cargueiros.
Segundo dados oficiais, Japão possuía, no fim do ano passado, reservas próximas a 470 milhões de barris, suficientes para cerca de 254 dias de consumo interno. A medida de hoje representa uma resposta rápida a riscos de continuidade da crise no Golfo.
O governo também anunciou subsídios para combustíveis com objetivo de limitar o preço da gasolina a aproximadamente ¥170 por litro. A intervenção monitora semanalmente o custo, diante de uma média de varejo recente de cerca de ¥191 por litro.
Takaichi reafirmou que o Japão manterá esforços diplomáticos em coordenação com países relacionados para preservar a estabilidade regional. Em encontro com o presidente dos EUA, a primeira-ministra argumentou que a constituição pacifista pós-guerra impede o envio de forças navais para o estreito.
As preocupações com o Hormuz geram receios de desabastecimento de itens básicos entre consumidores japoneses. O Ministério da Economia orientou a não estocar itens como papel higiênico, após rumores nas redes sociais sobre impactos na oferta.
Relatórios indicam que o papel produzido no Japão depende principalmente de matéria-prima local, com cerca de 97% fabricado domesticamente a partir de papel reciclado. A associação de indústrias do setor reiterou que há capacidade de aumentar a produção se necessário.
Apesar das mensagens oficiais, circulam postagens que geram pânico entre alguns consumidores. Em resposta, veículos oficiais pedem compras proporcionais à necessidade e informadas, para evitar escassez temporária de itens de uso cotidiano.
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