- Relatório da thinktank Common Wealth afirma que cortar a influência do gás no preço da eletricidade pode reduzir as contas em até £203 por ano para famílias no Reino Unido.
- Em 2024, o gás determinou o preço de energia em 85% do tempo, mesmo respondendo por apenas cerca de um quarto da eletricidade produzida no país, com expectativas de novos aumentos devido ao conflito entre EUA/Israel e Irã.
- Propõe-se reformar o mercado com um “modelo de comprador único” para desvincular o gás do preço de wholesale, mantendo geradores de baixo carbono recebendo preços fixos.
- O combustível a gás seria transferido para uma reserva estratégica; quando necessário, seria adquirido dessa reserva para reduzir lucros excessivos em períodos de escassez.
- A ideia pode ser implementada em até 12 meses, contando com apoio de especialistas independentes, grupos de consumidores e organizações ambientais; especialistas destacam que o sistema atual deixa consumidores vulneráveis à volatilidade dos preços do gás.
O uso do gás para fixar o preço da energia no Reino Unido poderia reduzir as contas domésticas em até 203 libras por ano, segundo relatório da think tank Common Wealth. A pesquisa aponta que o gás determina 85% do preço da energia em 2024, mesmo respondendo por apenas cerca de 25% da eletricidade gerada no país.
O estudo sustenta que desvincular o preço da eletricidade do gás permitiria cortar custos para consumidores e impedir que empresas de energia renovável obtenham ganhos indevidos. A ideia é substituir o atual modelo de precificação por uma nova estrutura que minimize lucros excessivos em momentos de escassez.
Segundo Mathew Lawrence, diretor da Common Wealth, a solução está clara: interromper a ligação entre gás e preço da eletricidade e evitar ganhos indevidos de operadores de renováveis. O objetivo é estabelecer um sistema mais estável, a para hoje e para o futuro.
A pressão por reformas no mercado de energia cresce. Lideranças políticas e especialistas defendem a desvinculação do gás da tarifa de energia, com apoio de grupos de consumidores e organizações climáticas, incluindo Greenpeace.
Proposta de reforma
O relatório descreve um “modelo de comprador único” para desvincular o gás. Geração de baixo carbono ficaria fora do mercado de wholesale, recebendo preços fixos. As usinas a gás iriam para uma reserva estratégica, acionada quando a produção de renováveis não basta.
Caso haja demanda, o gás seria adquirido dessa reserva ao preço que minimize lucros excessivos durante a seca. A transformação poderia ocorrer em até 12 meses, segundo o estudo, ajudando a enfrentar a crise energética atual.
Especialista em política energética da Universidade de Sussex, Donal Brown, afirma que o mercado elétrico britânico expõe consumidores a volatilidade dos preços do gás. Ele defende que o operador do sistema compre energia a preços justos e estáveis para evitar oscilações.
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