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Conflito com Irã aumenta preços de petróleo e gás, mostra guia

Conflito com o Irã eleva preços de petróleo e gás após ataques e queda de tráfego no estreito de Hormuz, criando pressão sobre suprimentos globais

Smoke billows from Dubai’s port of Jebel Ali. Photograph: AP
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  • O estreito de Hormuz, caminho essencial para cerca de 20% do petróleo mundial, teve o tráfego quase paralisado devido a ataques e tensões no Oriente Médio.
  • O Irã lançou contra-ataques contra instalações e navios na região, resultando em danos a pelo menos três cargueiros e na intensificação da crise logística.
  • O fluxo de navios pelo estreito caiu de mais de cinquenta por dia para cerca de sete, segundo a Lloyds List.
  • O preço do petróleo subiu, com o barril passando de oitenta dólares no fim de semana, antes de recuar levemente na segunda-feira.
  • A oferta de gás natural liquefeito também foi impactada: a QatarEnergy interrompeu a produção após ataques, e a refinaria Ras Tanura, da Aramco, foi atingida por detritos de drones.

A escalada do conflito entre Irã e potências ocidentais vem pressionando o mercado de óleo e gás, com interrupções no estreito de Hormuz e ataques a refinarias na região. O tráfego marítimo pelo canal, vital para a passagem de cerca de 20% do petróleo mundial, quase parou diante das tensões e das ameaças de novos ataques.

Teerã lançou uma série de contraataques contra alvos em países vizinhos e contra infraestruturas ligadas a aliados dos EUA, elevando a percepção de risco entre seguradoras, transportadores e refinarias. O estreito permanece operacional apenas de forma relativamente limitada, ainda que a circulação esteja estremecida e com paradas estratégicas de navios para avaliação de risco.

O saldo inicial envolve danos a pelo menos três petroleiros, uma morte de tripulante e o fechamento temporário de uma instalação da Aramco em Ras Tanura, na costa leste da Arábia Saudita. A necessidade de evitar maiores prejuízos levou companhias a suspender operações e atrasos no envio de cargas.

Impactos no mercado e no fornecimento

O preço do barril de petróleo superou US$ 80 no fim de semana, antes de recuar levemente na segunda-feira. Analistas citados indicam que, se o estreito não retornar à normalidade, os preços podem subir ainda mais, com projeções de Brent chegando a US$ 100 caso o conflito se prolongue.

O mercado de gás natural também é afetado. A QatarEnergy interrompeu a produção de LNG após ataques com drones, elevando as cotações na Europa, que já buscava novas fontes para reduzir a dependência de fornecedores russos. O impacto inflacionário pode se estender a combustíveis e a bens transportados por ar, mar e estrada.

Contexto regional e consequências

A Região do Golfo permanece em alerta, com autoridades militares monitorando novas ameaças e alertas de tráfego para navios que pretendem atravessar o estreito. Além da área de Ras Tanura, ataques atingiram instalações portuárias em Omã e outras estruturas próximas a Muscat, aumentando a incerteza sobre o fornecimento regional.

Especialistas ressaltam que, mesmo sem o fechamento formal do estreito, a suspensão de operações e as interrupções de fluxo já geram impactos significativos para cadeias globais de abastecimento, intensificando pressões sobre preços e custos logísticos. Nomes de referência no setor apontam para riscos contínuos enquanto durar a escalada.

Perspectivas econômicas

Analistas do setor estimam que aumentos persistentes no preço do combustível podem favorecer pressões inflacionárias em economias ocidentais, com efeitos indiretos sobre consumo e produção. Observadores lembram que, historicamente, choques similares elevam custos de energia e transporte, afetando bens de consumo e investimentos.

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