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Juiz rejeita nova tentativa de Trump de bloquear eólica offshore; projeto NY

Justiça autoriza Sunrise Wind a retomar a construção; quinto projeto de eólica offshore a voltar, ampliando energia para cerca de 600 mil casas em Nova York

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  • Um juiz federal decidiu que o projeto de wind offshore Sunrise Wind pode retomar a construção, ajudando a abastecer 600 mil casas em Nova York.
  • É o quinto projeto de offshore wind a ser colocado de volta em andamento após a suspensão imposta pela administração Trump, em dezembro.
  • O juiz Royce Lamberth afirmou que o governo não mostrou que o uso de energia eólica offshore representa risco de segurança nacional suficiente para justificar a paralisação.
  • Sunrise Wind havia sido questionado junto com Revolution Wind; em janeiro, o mesmo juiz já havia autorizado a continuidade de Revolution Wind.
  • Outros projetos retomados nos EUA incluem Empire Wind (Equinor), Coastal Virginia Offshore Wind (Dominion Energy Virginia) e Vineyard Wind (Avangrid/Copenhagen Infrastructure Partners); organizações do setor destacam ganhos para a rede elétrica.

Um juiz federal decidiu que o projeto de energia eólica offshore Sunrise Wind, capaz de abastecer 600 mil residências em Nova York, pode retomar a construção. A ordem veio na segunda-feira após extender a suspensão iniciada pelo governo Trump no fim de 2023.

O magistrado Royce Lamberth entendeu que o governo não mostrou que a energia eólica offshore representa risco de segurança nacional suficiente para justificar a paralisação. A decisão favorece a reapreensão do andamento do Sunrise Wind, já revalidado em casos anteriores para outros empreendimentos.

O Sunrise Wind, desenvolvido pela empresa dinamarquesa Ørsted, é um dos cinco grandes projetos offshore afetados pela pausa da administração Trump. Outros projetos mencionados incluem Empire Wind, em Nova York, e iniciativas em Rhode Island, Connecticut e Virgínia. Autoridades estaduais e fabricantes tinham contestado a paralisação.

A medida ocorre em meio a um histórico de disputas judiciais envolvendo autoridades federais e promotores estaduais, que argumentam impactos na economia e na confiabilidade da rede elétrica. Dados técnicos indicam que a capacidade total destes empreendimentos pode chegar a várias gigawatts, contribuindo para a matriz de energia limpa.

Nova York e o Bureau of Ocean Energy Management não comentararam imediatamente o caso. A procuradora-geral Letitia James já alegou que a pausa prejudica a economia local e a segurança energética, defendendo a continuidade dos projetos. Estudos independentes apontam potencial equivalente a milhões de casas atendidas ao longo de décadas.

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