- A China exportou 68 gigawatts de componentes solares em março de 2026, volume recorde segundo dados da aduana analisados pela Ember.
- O total representou aumento de 49% em relação ao recorde anterior, estabelecido em agosto de 2025, e equivalia à capacidade solar total da Espanha.
- Em março, cinquenta países registraram recordes de importação chinesa de solar.
- Na África, a demanda cresceu rapidamente: Nigéria teve alta de 519% frente a fevereiro, chegando a 1,2 gigawatts; Etiópia importou 1,1 gigawatts, aumento de 391%.
- A Índia também realizou compras recordes, totalizando 6,6 gigawatts; a expectativa é de alta de preços com o fim dos rebates fiscais a partir de 1º de abril, mas não deve frear a transição energética na região.
A China exportou um volume recorde de componentes solares em março de 2026, somando 68 gigawatts de capacidade, segundo dados da alfândega chinesa analisados pelo think tank Ember. O salto representa um aumento de 49% em relação ao recorde anterior, estabelecido em agosto de 2025. A elevação ocorreu em meio à alta de preços de combustíveis fósseis e ao fim dos incentivos fiscais para tecnologia limpa.
Especialistas da Ember apontam que a demanda cresceu tanto pela crise energética global quanto pela mudança de políticas chinesas, com o fim do crédito fiscal para o setor a partir de 1º de abril, elevando o custo de painéis solares em cerca de 9%. A expectativa é entender, nos próximos meses, quanto desse volume reflete nova demanda versus efeitos de incentivos fiscais nacionais.
A exportação de março duplicou o volume de fevereiro e equipara-se à capacidade total de produção de energia solar da Espanha. No mês, 50 países registraram recordes de importação de componentes chineses. Na África, a procura disparou, com Nigéria registrando alta de 519% na demanda, atingindo 1,2 GW, e Etiópia importando 1,1 GW.
Em termos regionais, as exportações para a África cresceram 176% e as para a Ásia dobraram. Países asiáticos, incluindo a Índia, adquiriram volumes expressivos, com 6,6 GW comprados pela Índia em março. Aumento de demanda ocorre em meio ao crescimento da capacidade de montagem local e da busca por independência energética diante de flutuações internacionais.
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