- O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que pode se candidatar a um cargo eletivo em São Paulo a pedido do presidente Lula.
- A decisão deve sair durante a viagem de Lula nesta terça-feira, com agenda em Valinhos (SP) e na capital paulista.
- Haddad vinha sendo reticente em disputar o pleito deste ano, especialmente para o governo de São Paulo, diante do favoritismo do governador Tarcísio de Freitas.
- O PT pressiona pela candidatura de Haddad para ampliar o palanque de Lula no estado.
- O partido também quer Geraldo Alckmin para o Senado, mas enfrenta resistência do PSB, que prefere que ele continue como vice na chapa de reeleição de Lula; João Campos, líder do PSB, reforçou a aliança em reunião com Lula.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou nesta segunda-feira que pode se candidatar a um cargo eletivo em São Paulo, caso seja determinado pelo presidente Lula. A possibilidade surge mesmo com a resistência inicial de Haddad em disputar este ano, principalmente ao governo estadual, onde Tarcísio de Freitas lidera as intenções de reeleição.
A definição sobre a candidatura deve ocorrer durante a viagem de Lula amanhã a Valinhos (SP) e à capital paulista, com atividades programadas no período da tarde e da noite. Haddad afirmou, em evento na USP, que tem respeitado a avaliação do presidente e que um denominador comum pode ser alcançado entre eles.
O PT vem pressionando Haddad, inclusive para manter um palanque forte em São Paulo, mesmo diante de dúvidas sobre a viabilidade da candidatura. O objetivo é, segundo a sigla, potencializar o desempenho de Lula no estado.
Paralelamente, o partido trata a possibilidade de Geraldo Alckmin disputar o Senado por São Paulo. O PSB, no entanto, sustenta que ele deve permanecer como vice na chapa de reeleição de Lula, o que gera tensão interna entre as legendas.
O tema sobre Alckmin ganhou espaço após críticas do PSB à forma como o PT tem conduzido a aliança. Em entrevista ao Estadão, o líder do PSB na Câmara afirmou que a composição com o MDB também está sendo considerada por seu partido.
João Campos, presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, reuniu-se com Lula no Planalto no dia 10. Segundo Campos, o encontro reforçou a posição de manter a parceria entre PT e PSB, com animação e segurança sobre a composição futura.
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