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Borboletas-monarca têm proposta de proteção federal nos EUA

Proposta de inclusão das borboletas-monarca na Lei de Espécies Ameaçadas pode ampliar proteções federais e manter programas de plantio de asclepias frente ao declínio populacional

Banner image of a monarch butterfly by Peter Miller via Flickr (CC BY-NC-ND 2.0).
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  • Proposta de proteção federal sob a Lei de Espécies Ameaçadas para a borboleta monarca, com o objetivo de ampliar proteções e ajudar a evitar extinção.
  • As monarcas ocidentais caíram cerca de 95% desde a década de oitenta, com maior vulnerabilidade quando se reúnem para hibernar na Califórnia.
  • As monarcas orientais tiveram queda de cerca de 80%, enfrentando pressões de monoculturas, pesticidas e mudanças climáticas ao longo de sua rota de migração.
  • O financiamento da Lei de Espécies Ameaçadas deverá manter programas de plantio de algodão-do-milho (milkweed) e outras medidas, embora não esteja claro como serão tratadas as neonicotinoides.
  • Em relação ao México, as monarcas orientais hibernam em uma reserva protegida, mas as áreas ao redor da reserva estão sendo convertidas para plantações de avocado, agravando o desafio ambiental. O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA abriu uma audiência pública para comentários sobre a proposta.

A proposta de incluir a borboleta monarca na Lista de Espécies Ameaçadas do Endangered Species Act (ESA) dos EUA pode ampliar a proteção federal para a espécie, visando evitar a extinção e favorecer a recuperação. A divulgação foi feita por meio de um comunicado de imprensa e envolve organizações de conservação.

A população de monarcas do oeste, que vivem a oeste das Montanhas Rochosas, caiu cerca de 95% desde os anos 1980. A migratória para os bosques da Califórnia é um ponto vulnerável, com um foco de proteção importante caso o ESA seja listado. A obra de conservação depende de ações de longo prazo.

Já as monarchas do leste — que migravam do México para o Canadá e voltam a cada ano — registram queda de aproximadamente 80%. A monocultura agrícola na rota de migração reduziu áreas de néctar e de alimento das lagartas, além de aumentar a exposição a pesticidas.

Desdobramentos e próximos passos

Se o ESA for aprovado, deverão permanecer ou ampliar programas de plantio de ascleias (planta-alimentação da lagarta) e de ações de preservação de habitat. A eficácia dessas ações, no entanto, depende de políticas públicas sobre pesticidas usados na agricultura.

Especialistas apontam que o uso de neonicotinóides continua sendo um problema a ser enfrentado, com a necessidade de equilíbrio entre produção agrícola e proteção ambiental. A mudança climática também compõe desafios, como verões frios e temporais prolongados que afetam a reprodução.

Situação na região mexicana e prioridades de conservação

No México, as monarcas orientais passam o inverno no Santuário Internacional da Biosfera das Monarcas, área protegida. Apesar disso, os bosques ao redor do santuário enfrentam desmatamento para expansão de olivares, com impactos sobre recursos hídricos e condições de migração.

O ESA não resolve sozinho os impactos climáticos, mas deve manter programas de monitoramento e cooperação internacional. As autoridades destacam a importância de ações coordenadas entre EUA, México e Canadá para a conservação da espécie.

Como participar do processo de decisão

O Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos EUA abriu um canal de comentários públicos sobre o tema. Interessados podem enviar pareceres para contribuir com a avaliação técnica da proposta. As informações oficiais detalham etapas e prazos do processo.

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