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Presos venezuelanos ocupam o telhado da prisão e ateiam fogo a colchões

Presos de Barinas ocupam telhado, ateiam fogo a colchões e exigem afastamento do diretor, após denúncias de disparos contra detentos

Large columns of smoke from burning mattresses and sheets rose from the Barinas prison as inmates gathered on the roof, chanting, “No more torture!”
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  • Detentos da prisão de Barinas, no oeste da Venezuela, subiram ao teto, atearam fogo a colchões e pediram a exoneração do diretor da unidade.
  • Eles afirmam que a revolta era pacífica, mas guardas teriam atirado contra presos desarmados; video mostra homem com ferimento no peito.
  • Fumaça intensa saiu dos colchões em chamas; cartazes com a mensagem “SOS” foram pendurados e os manifestantes gritaram “Não à tortura”.
  • Familiares se confrontaram com a Guarda Nacional do lado de fora da prisão; relatos indicam retirada de roupas e proibição de visitas aos detentos.
  • A ONG Observatorio Venezolano de Prisiones disse que cerca de 1.200 homens e mais de 100 mulheres participam do protesto; autoridades não comentaram oficialmente.

Inmates do Barinas, no oeste da Venezuela, ocuparam o telhado da prisão neste domingo, acenderam colchões e protestaram contra abusos. Exigem a saída do diretor da unidade, a quem atribuem a supervisão de guardas que teriam atirado contra presos desarmados.

O motim ocorreu na prisão de Barinas, a cerca de 500 km de Caracas. Grandes nuvens de fumaça se ergueram com colchões em chamas e lençóis, enquanto os presos entoavam cânticos como No more torture e exibiam faixas de SOS.

Vídeos divulgados pela ONG Observatorio Venezuelano de Prisiones mostram um preso com ferimento no peito, supostamente provocado pelos disparos. Vários detentos teriam relatado ter sido alvo de disparos durante o protesto pacífico.

Desdobramentos

Famílias dos detentos se enfrentaram com a Guarda Nacional do lado de fora da penitenciária, na tentativa de ingressar no local. Uma mãe, identificada pela AFP, afirmou não ter notícias do filho desde 8 de maio e pediu a remoção do diretor.

Segundo a observatória, cerca de 1.200 homens e mais de 100 mulheres estavam presos na unidade e teriam participado da greve. A prisão de Barinas tem sido alvo de críticas internacionais por políticas locais sobre prisioneiros políticos.

Autoridades venezuelanas não responderam a contatos da Reuters sobre o ocorrido. A ONG disse estar documentando os fatos e repassando informações a organizações de direitos humanos.

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