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Acampamento Terra Livre 2026 deve reunir mais de 7 mil participantes

Indígenas chegam a Brasília para o ATL 2026, com expectativa de entre sete mil e oito mil participantes e pautas de demarcação territorial, saúde, educação e democracia

A 22ª edição do Acampamento Terra Livre (ATL) começou no fim de semana, em Brasília. O evento é considerado a maior mobilização indígena do país. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
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  • Acampamento Terra Livre 2026, organizado pela Apib, ocorre em Brasília, no Eixo Cultural Ibero-Americano, começando no domingo 5 e indo até o sábado 11.
  • Espera-se a participação de entre sete mil e oito mil pessoas, entre indígenas e não indígenas.
  • Tema central é a defesa dos territórios indígenas; ênfase na ampliação de demarcação e reconhecimento, com lançamento de áreas reivindicadas para análise pela União.
  • Abril Indígena marca a mobilização, com caminhadas na Esplanada dos Ministérios e ações sobre educação, saúde e participação política; primeira marcha está prevista para o dia 7.
  • Participantes destacam trajetórias de comunidades específicas, como a etnia Guajajara de Morro Branco (MA), que percorreu cerca de 1,4 mil quilômetros, e a participação de representantes de comunidades de diferentes estados para cobrar avanços na demarcação e homologação de terras.

O Acampamento Terra Livre 2026 teve início neste domingo em Brasília, reunindo indígenas de várias regiões do país para a 22ª edição. O evento, organizado pela Apib, acontece no Eixo Cultural Ibero-Americano e segue até o próximo sábado, com expectativa de contar entre 7 mil e 8 mil participantes, incluindo não indígenas.

O objetivo central é defender o direito à terra dos povos originários e denunciar violações de direitos. O Atl também aborda temas como educação, saúde e participação político-eleitoral indígena, mantendo como eixo a demarcação de terras.

Segundo a Apib, após quatro anos sem novas demarcações, o governo federal homologou 20 territórios entre 2023 e 2025, totalizando cerca de 2,5 milhões de hectares em 11 estados. Ainda há aproximadamente 110 áreas sob análise para usufruto indígena.

O Atl marca o início do Abril Indígena, mês de mobilização nacional. O tema desta edição é Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós, com debates sobre políticas públicas e audiências públicas na Esplanada dos Ministérios.

Entre as atividades programadas estão caminhadas públicas e uma série de mesas com participação de lideranças indígenas para discutir educação, saúde e relações internacionais com povos de outros países. A primeira marcha ocorre na terça-feira, contestando propostas consideradas contrárias aos interesses dos povos originários.

A pauta eleitoral de 2026 também ocupa espaço relevante, com a mesa Campanha Indígena: a resposta para transformar a política somos nós, prevista para quinta-feira. A Apib pretende orientar candidaturas de uma frente de partidos aliados ao movimento para ampliar a representação indígena no Congresso.

Participação

Um grupo de 68 indígenas da etnia Guajajara deixou a Terra Indígena Morro Branco, no Maranhão, há dois dias, percorrendo cerca de 1,4 mil quilômetros de ônibus para chegar a Brasília. Ao chegar, o grupo já montava estrutura para expor artesanato e apoiar as lideranças locais.

Indígenas de Brasília e de outros estados também estiveram presentes no acampamento, incluindo representantes da comunidade Ticuna que vive na região do Amazonas. A presença é vista como demonstração de mobilização contínua para cobrar garantias territoriais e ampliar o diálogo com o governo.

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