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Comissão da Câmara aprova reparação às famílias das vítimas de Acari

Comissão da Câmara aprova reparação para familiares da Chacina de Acari; Mães de Acari serão Heroínas da Pátria e recebem pensão mensal

Ana Maria da SIlva Braga, mãe da vítima Antônio Carlos da Silva, participa da leitura pública da sentença de condenação do Estado brasileiro no caso da Chacina de Acari. Créditos: Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • A Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou projeto que reconhece a responsabilidade do Estado pela Chacina de Acari (1990) e prevê reparação financeira e preservação da memória das vítimas.
  • Familiares das onze vítimas terão pensão especial mensal de um salário mínimo (R$ 1.621), com prioridade para ascendentes, depois descendentes e, por fim, irmãos.
  • O grupo Mães de Acari será inscrito no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, em Brasília, em reconhecimento à atuação das mães na busca por justiça.
  • O substitutivo ajusta o texto à legislação federal vigente e estabelece o Dia Nacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, em 26 de julho.
  • O projeto tramita em caráter conclusivo e precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado para virar lei.

A Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara aprovou um projeto de lei que reconhece a responsabilidade do Estado pela Chacina de Acari, ocorrida em 1990 no Rio de Janeiro. A proposta prevê reparação financeira e preservação da memória das vítimas.

O texto institui as Mães de Acari como Heroínas da Pátria e prevê a inclusão de seus nomes no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, em Brasília. O movimento é liderado por Edméia da Silva Euzébio, Vera Lúcia Flores Leite e Marilene Lima de Souza.

Na prática, o projeto estabelece uma pensão mensal vitalícia no valor de um salário mínimo aos familiares das 11 vítimas, com prioridade aos ascendentes. Também cria o Dia Nacional das Vítimas de Desaparecimentos Forçados, em 26 de julho.

Substitutivo e tramitação

O substitutivo do relator, deputado Reimont, mantém o conteúdo original, ajustando apenas aspectos técnicos para a legislação vigente. O texto atualiza decisões internacionais e nacionais sobre o caso, incluindo a condenação do Brasil pela Corte Interamericana de Direitos Humanos em 2024.

O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda precisa ser analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, além de aprovação final pela Câmara e pelo Senado. O objetivo é assegurar desfecho jurídico e simbólico para as famílias.

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