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Dez anos após morte de David Dungay Jr., protesto testa novas leis de NSW

A dez anos da morte de David Dungay Jr, protesto em Kempsey acende debate sobre mortes em custódia e as novas leis de NSW que podem restringir manifestações

A rally planned for Sydney’s Hyde Park to mark 10 years since David Dungay Jr was laid to rest will highlight his family’s fight for justice and the broader issues that Aboriginal people are facing, his nephew Paul Silva says.
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  • A manifestação em Kempsey, NSW, marcou dez anos desde a morte de David Dungay Jr e protestou contra mortes em custódia, com cerca de oitenta pessoas presentés.
  • Paul Silva, sobrinho de Dungay Jr, tem atuado há uma década pela justiça; a luta é descrita como espiritual, cultural e de sobrevivência.
  • Em 2024-25, Aboriginal and Torres Strait Islander people acumularam 33 das 113 mortes em custódia, o maior número desde 1979-80; NSW registrou o maior número entre estados.
  • O segundo ato de protesta está programado para 18 de janeiro, no Hyde Park, em Sydney, para marcar os 10 anos desde o enterro de Dungay Jr.; leis recentes em NSW permitem ao comissário de polícia vetar protestos por até três meses após determinação de terrorismo.
  • A senadora Lidia Thorpe criticou as novas leis, dizendo que restringem direitos democráticos; moradores afirmam que protestos pacíficos são parte essencial da democracia e não devem ser silenciados.

Ontem, cerca de 80 pessoas se reuniram na delegacia de Kempsey, no litoral norte de NSW, para lembrar David Dungay Jr, Dunghutti, que morreu em 2015 no Long Bay, preso. O ato também protestou contra mortes em custódia e a falta de responsabilização.

O safanão da história é a persistência do movimento. Paul Silva, sobrinho de Dungay, acompanha famílias e organiza manifestações desde então, destacando que o direito de protestar continua essencial para a comunidade.

A vigília ocorreu em meio ao registro da maior contagem de mortes de povos Aboriginal em custódia em 45 anos, segundo dados recentes. Em NSW, 2024-25 teve o maior número de óbitos entre estados.

O grupo ressaltou que, até 30 de junho, 600 indígenas morreram em custódia desde 1991, conforme dados oficiais. Silva aponta que as perdas vão além de estatísticas, englobando famílias e redes comunitárias.

Segundo relatos, a marcha também visou chamar atenção para a década desde a morte de Dungay Jr e para problemas estruturais enfrentados por comunidades indígenas na polícia e no sistema prisional.

Novo marco legal e impactos

A NSW aprovou leis inéditas recentemente, ampliando poderes de banir protestos por até três meses após uma determinação terrorista. A mudança pode afetar o segundo ato em Sydney e outras manifestações futuras.

Organizadores afirmam que, mesmo com restrições, manterão estratégias para manter as ações públicas, caso haja impedimentos legais. A pauta permanece centrada nas mortes de pessoas indígenas em custódia.

Especialistas e políticos independentes repercutiram a decisão. Críticos afirmam que as medidas podem restringir liberdades, enquanto apoiadores defendem maior segurança pública frente a eventos de risco.

A cobertura é baseada em relatos do Guardian Australia. As informações destacam números nacionais, iniciativas locais e o contexto político recente. O objetivo é informar com neutralidade e clareza.

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