- Ao final da Navidad, foram anunciadas 99 excarcelaciones de presos políticos, mas a liberação não ocorreu de forma plena ou rápida em muitos casos.
- Segundo Foro Penal, mais de novecentas pessoas permanecem presas por motivos políticos em cerca de noventa cárceres do país, incluindo cento e setenta e quatro militares; há também um menor de idade entre os detidos.
- Organizações de direitos humanos destacam condições de cárcere precárias e deterioração da saúde de alguns presos, incluindo casos de câncer; nem todos os casos liberados seguem esse panorama.
- Amnistía Internacional pediu a libertação plena de cinco defensores de direitos humanos: Javier Tarazona, Rocío San Miguel, Carlos Julio Rojas, Eduardo Torres e Kennedy Tejeda.
- O grupo de mulheres presas por motivos políticos também é significativo, já somando cerca de 120 pessoas, entre elas Rocío San Miguel, cuja situação tem ganhado atenção internacional.
Dois meses após a divulgação das 99 excarcelações de presos políticos na Venezuela durante a noite de Natal, a confirmação prática dessas libertações continua lenta. Famílias e advogados reúnem listas de nomes e confirmam saídas, mas muitos detidos permanecem atrás das grades.
Ao todo, mais de 900 pessoas continuam presas por motivos políticos em cerca de 90 cárceres do país. Entre elas estão defensores de direitos humanos, opositores, pacientes com câncer e um adolescente. A ONG Foro Penal identifica mais de 9 mil pessoas sob restrições judiciais desde 2014.
As libertações ocorridas recentemente tiveram impacto principalmente sobre aqueles que enfrentaram acusações relacionadas a protestos após as eleições de 2024. Observa-se, porém, que a seleção para a liberação tem sido considerada por organizações de direitos humanos como desigual e suscetível à discrecionalidade do governo.
Contexto
Defensores de direitos humanos destacam que dezenas de profissionais continuam detidos com doenças graves, deterioração física e condições de prisão precárias, segundo Justiça, Encuentro y Perdón. Entre os casos de alto perfil estão ativistas, jornalistas e advogados vinculados a organizações da sociedade civil.
Entre os presos com maior visibilidade estão figuras ligadas a partidos de oposição, como dirigentes de entidades estudantis e legisladores. A situação tem recebido cobranças de organismos internacionais, que defendem libertação plena e condições de detenção adequadas.
A oposição e organizações de direitos humanos reforçam que as libertações não devem ser tratadas como solução definitiva, pois muitos presos permanecem sob processo judicial e pressão política. O tema volta a ganhar atenção em meio a audiências e pedidos de atuação internacional.
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