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Cães da Geórgia somem; autoridades investigam

Programa de controle de cães vadios na Geórgia provoca sumiço de cães, falta de transparência e denúncias de abusos e ocultação

Street dogs rest in the Georgian capital of Tbilisi.
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  • Em março, cães vadios em Tbilisi vêm desaparecendo após um programa do governo que prevê captura, castração, vacinação e devolução a quatro abrigos, com orçamento de 4,63 milhões de lari.
  • Entre 10 de março e 2 de abril, foram coletados 502 cães e 435 foram devolvidos após tratamento; autoridades dizem que os animais são devolvidos aos bairros originais, mas com restrições de locais onde não podem ser soltos.
  • Críticos contestam a transparência e a exatidão dos registros, apontando números inconsistentes e lacunas na devolução de animais a bairros específicos como Bakuriani e Zugdidi.
  • Um vídeo de um crematório em um abrigo em Gori gerou acusações de que cães teriam sido queimados; o abrigo nega e afirma que o espaço é usado apenas para resíduos veterinários ou animais já mortos.
  • Movimentos e cidadãos organizam-se: mais de vinte e cinco mil pessoas e mais de quarenta organizações pedem um programa completo de castração; há uma plataforma, straymap.ge, para registrar cães retirados dos bairros.

O programa governamental de Georgia para controle de animais de rua envolve captura, castração, vacinação e registro de cerca de 36 mil cães, que são levados a quatro abrigos regionais. A iniciativa recebeu 4,63 milhões de lari para municípios administrarem os abrigos.

A partir de março, cães de rua começaram a desaparecer em várias cidades, incluindo Tbilisi, gerando questionamentos entre ativistas e moradores. Vans da National Food Agency atuam para recolher os animais, conforme o planejamento da pasta.

Entre os dados oficiais, a agência informou ter recolhido 502 animais entre 10 de março e 2 de abril, e devolvido 435 a seus bairros após vacinação e registro. Alega ainda que os animais são devolvidos à área de origem.

Controvérsia e denúncias

Críticos alegam que há falhas no cumprimento de normas internacionais de manejo de animais, especialmente no retorno aos habitats originais e na criação de um registro confiável. Em Bakuriani, uma discrepância entre cães capturados e devolvidos chamou atenção.

A instalação de Gori tornou-se foco de controvérsia após vídeos que sugerem que um cremátorio do abrigo estadual possa ter queimado animais. Autoridades negam uso para euthanização, afirmando uso apenas para resíduos veterinários ou animais já mortos.

Activistas apontam que a supervisão é insuficiente e que a gestão pública é lenta. Eles também explicam que a falta de transparência amplia a desconfiança pública, em meio a críticas a instituições governamentais.

Reação pública e contexto

Mais de 25 mil pessoas assinaram um manifesto cobrando a implementação de um programa completo de castração, em vez de extermínio de animais. Um mapa público para denúncias de cães retirados também foi criado para reunir evidências.

Números oficiais sobre o tamanho do problema variam; estima-se que existam centenas de milhares de cães em situação de rua. Em 2025, autoridades locais registraram cerca de 30 mil cães nas ruas da capital, segundo a agência de monitoramento animal.

O debate sobre bem-estar animal ocorre num contexto político tenso, com manifestações contra o governo e medidas repressivas que afetam organizações não governamentais. As críticas destacam a necessidade de maior transparência e fiscalização.

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