- Mulheres protestaram pacificamente em Herat, no Afeganistão, em 9 de junho de 2026, denunciando restrições impostas pelo Talibã.
- Combatentes do Talibã atiraram durante o ato, resultando em mortos, feridos e prisões, segundo várias fontes internacionais.
- A ONU explicou a morte de um menino atingido por tiros e apontou agressões com bastões, com a possibilidade de uma segunda vítima fatal ainda ser investigada.
- Testemunhas locais indicam números de vítimas mais altos e ao menos treze prisões, com serviços de saúde atendendo feridos por armas de fogo.
- O protesto ocorreu em área majoritariamente hazara, grupo étnico minoritário que enfrenta discriminação e restrições, ampliando preocupações sobre direitos de mulheres e minorias no país.
Dois homens e várias mulheres participaram de uma manifestação pacífica em Jebrail, Herat, no Afeganistão, em 9 de junho de 2026, para denunciar restrições sobre vestimenta, educação e trabalho. O ato ocorreu na cidade, com a participação de moradores locais e organizações de direitos das mulheres.
Mesmo sendo descrita como pacífica pela imprensa internacional, a ação terminou em confronto com as forças do Talibã, que atiraram durante a passeata. Relatos indicam mortos, feridos e detidos, com a gravidade variando entre as fontes.
Durante o protesto, as manifestantes repetiam palavras de ordem sobre educação, trabalho e liberdade. As restrições mencionadas incluem acesso à educação e ao mercado de trabalho, ampliando o descontentamento com políticas recentes.
A UNAMA confirmou a morte de um menino atingido por tiros e informou agressões com bastões, enquanto investigações prosseguem sobre uma possível segunda fatalidade. Outras fontes apontam números maiores de vítimas, com atendimento médico a feridos por armamentos.
Contexto e desdobramentos
Testemunhas locais relatam ao menos 13 prisões após o confronto, aumentando a tensão na região. Autoridades em Herat minimizam o episódio, afirmando não possuir registro de mortes e assegurando que a intervenção visou apenas manter a ordem pública.
A área de Jebrail abriga majoritariamente o povo hazara, grupo étnico xiita frequentemente alvo de discriminação. A situação ressalta vulnerabilidade de minorias e de mulheres sob o governo talibã, que segue a vertente sunita.
Ao registrar o episódio, a Portas Abertas destacou a urgência de respeitar direitos básicos e ressaltou a necessidade de proteção às mulheres. A organização também enfatizou a importância de a comunidade internacional acompanhar o caso.
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