- A administração Trump impôs sanções à Francesca Albanese, relatora especial da ONU para a Palestina, por sua atuação junto ao Tribunal Penal Internacional.
- Ela diz que as sanções equivalem a “uma morte civil”, deixando-a sem acesso a contas bancárias e impedindo seu trabalho como professora.
- Em 13 de maio, a família ganhou um processo nos EUA, alegando que a punição foi por falar sobre crimes de Israel em Gaza.
- Na semana passada, o governo dos EUA recorreu e as sanções voltaram a valer.
- Albanese comenta, em entrevista, o impacto das sanções, a situação em Gaza e as acusações de antisemitismo que enfrenta há dois anos.
Francesca Albanese, advogada de direitos humanos e relatora especial da ONU para a Palestina, vive sob sanções dos EUA após ser alvo de acusações por sua atuação junto ao Tribunal Penal Internacional. A medida foi anunciada na época de julho do ano anterior, na gestão de Donald Trump, e envolve sua participação em casos internacionais.
A sanção impede seu acesso a contas e poupanças, além de dificultar o exercício de atividade docente. Albanese descreveu o efeito como uma espécie de “morte civil” diante das restrições impostas ao seu trabalho e à sua vida financeira.
Em 13 de maio, a família da relatora obteve vitória em tribunal nos EUA, argumentando que as sanções buscavam punir suas críticas às ações de Israel em Gaza. A decisão, porém, teve efeito revertido após recurso governamental.
Na semana passada, o governo dos EUA conseguiu reverter a decisão, mantendo as sanções vigentes. Albanese afirmou que as medidas afetam não apenas papéis oficiais, mas também sua capacidade de denunciar abusos e orientar o debate sobre Gaza.
Nosheen Iqbal entrevista a advogada para discutir o impacto das sanções no dia a dia, a situação em Gaza e as acusações de antisemitismo que foram dirigidas a ela nos últimos dois anos. A conversa também aborda o cenário legal internacional envolvido no caso.
Francesca Albanese mantém atuação como professora e pesquisadora, enquanto lida com restrições financeiras impostas pelo governo americano. As sanções continuam sob avaliação judicial, com desdobramentos ainda incertos para o trabalho da relatora na ONU.
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