- Mohammed Ibrahim, 16 anos, palestino-americano, foi preso em 16 de fevereiro de 2025 no occupied West Bank e ficou nove meses sem culpa ou julgamento, sendo liberado após pressão internacional e de familiares; perdeu 33 quilos e hoje recebe tratamento para sarna.
- Ele afirma ter sido agredido, humilhado e privado de comida durante o cárcere; o Serviço Penitenciário de Israel (IPS) nega as acusações e diz não comentar casos individuais por privacidade.
- Segundo a DCIP, Israel mantém cerca de trezentos e sessenta menores palestinos sob “segurança” e 168 sem acusações; cerca de 75% dos detidos relatam violência física, com base em relatos de mil “Palestinian minors” entre 2016 e 2022.
- O caso de Ibrahim é visto como parte de uma crise mais ampla, com críticas a um sistema de detenção que, segundo defensores dos direitos humanos, viola direitos de crianças e aplica leis militares a palestinos.
- O envolvimento dos EUA incluiu lobismo de parlamentares e assistência consular; o Departamento de Estado afirma ter atuado junto a Israel para acompanhar o caso, enquanto a família também relembra outros incidentes de violência na região.
Mohammed Ibrahim, de 16 anos, foi preso na West Bank em fevereiro do ano passado e ficou nove meses detido sem acusação. Retornou à Flórida, EUA, em novembro, carregando cicatrizes e peso perdido. Ele afirma ter tido maus tratos e fome na prisão.
O jovem conta que houve agressões físicas, humilhação e privação de higiene. Sustenta ter perdido 33 quilos e contraído sarna devido às más condições da detenção. A família diz que ele recebeu tratamento médico apenas após pressão pública.
O Serviço Penitenciário de Israel negou as acusações, afirmando não ter conhecimento de tais incidentes e que não comenta casos individuais por motivos de privacidade. A posição foi repassada a jornalistas ao jornal Foreign Policy.
O caso ganhou repercussão internacional porque Ibrahim é cidadão americano. Dados de organizações de direitos humanos indicam que centenas de crianças palestinas estão detidas sob a alegação de segurança, com centenas sem acusação.
Segundo a Defense for Children International-Palestine, cerca de 360 menores palestinos estão detidos por motivos de segurança, com 168 sem acusação. A organização aponta que a violência física é reportada por cerca de 75% das crianças entrevistadas.
A DCIP classifica a detenção de menores sob leis militares como instrumento de controle social, citando alto índice de condenação e poucos direitos processuais. Estudos indicam que menores enfrentam condições precárias nas prisões.
A família de Ibrahim relata que, durante a detenção, não houve contato direto com o filho e que visitas são dificultadas. Em 2025, vários deputados democratas e independentes pediram pressão dos EUA pela libertação do rapaz.
A defesa de Ibrahim recebeu apoio de representantes no Congresso, incluindo senadores e deputados, que cobraram atuação do Departamento de Estado. O governo americano afirmou ter mantido contato consular constante.
O caso também ocorreu em um momento de tensão na região, com relatos de violência entre colonos e palestinos e críticas a práticas de detenção de menores. Organizações de direitos humanos alertam para abusos sistêmicos.
A família afirma que, após a libertação, Ibrahim recuperou parte do peso perdido, tenta dormir melhor e retorna a atividades normais, como ajudar a loja de sorvetes da família e manter contatos com parentes, enquanto busca seguir adiante.
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