- O presidente sul-coreano Lee Jae Myung pediu a Donald Trump ajuda para alcançar a paz com a Coreia do Norte, como ocorreu no Oriente Médio, durante a cúpula do G7 na França.
- Trump expressou compromisso de trabalhar pela distensão com a Coreia do Norte, segundo o comunicado do gabinete de Seul.
- Lee pediu que Trump tomasse a iniciativa para uma resolução pacífica da questão norte-coreana, enquanto os dois discutiam avanços nas relações entre as Coreias.
- O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou novas normas que ampliam o acesso público à zona fronteiriça militarizada, reduzindo a Linha de Controle Civil de menos de dez quilômetros para uma média de seis quilômetros.
- Pyongyang rejeita propostas de aproximação, classificando Seul como inimigo hostil e mantendo-se como Estado nuclear irreversível; analistas veem poucas chances de uma reunião entre Kim e Trump.
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae Myung, pediu ajuda a Donald Trump para buscar a paz com a Coreia do Norte, citando o modelo de resolução de conflitos no Oriente Médio. A fala ocorreu durante a reunião de cúpula do G7 na França.
Segundo o gabinete presidencial de Seul, Lee pediu que Trump tome a iniciativa para uma resolução pacífica da questão norte-coreana e citou avanços desejados no diálogo intercoreano. O comunicado também registra o interesse de Trump em contribuir para a distensão.
A Casa Branca informou que Trump expressou compromisso de trabalhar pela melhoria das relações com a Coreia do Norte, sem detalhar ações específicas. O encontro entre os dois líderes ocorreu na pauta informal da cúpula.
Desdobramentos: fronteira e relações entre as Coreias
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul anunciou novas normas que ampliam o acesso público à zona fortemente militarizada entre as duas Coreias. Civis poderão se aproximar mais da fronteira, a partir de novas diretrizes ainda a serem implementadas.
A Linha de Controle Civil, que restringia o acesso a menos de 10 quilômetros ao sul da linha divisória, passará a permitir média de 6 quilômetros. A medida visa facilitar o deslocamento de residentes, agricultores e visitantes.
A Coreia do Norte tem refratado as tentativas de aproximação. Pyongyang continua a classificar Seul como seu inimigo mais hostil e mantém a retórica de status de potência nuclear irreversível, segundo relatos oficiais.
Analistas ressaltam que as chances de uma reunião entre Kim Jong Un e Trump permanecem incertas, diante do histórico de desentendimentos entre as duas partes e da posição norte-coreana.
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