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Chuva acalenta agricultores argentinos, mas temem riscos à colheita

Chuvas recentes aliviam a estiagem, mas safras de milho e soja continuam em risco; a próxima semana será crucial para a recuperação

A drone view shows corn plants affected by hot weather and a lack of rain, on a farm in Pergamino, on the outskirts of Buenos Aires
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  • Argentina estava no caminho de uma safra recorde de milho na temporada 2025/26, mas altas temperaturas de janeiro e pouca chuva prejudicaram as plantações.
  • A Bolsa de Cereais de Buenos Aires reduziu a projeção de produção de grãos para 57 milhões de toneladas, ante 58 milhões, ainda sem atualização para a soja.
  • Chuvas ocorridas na quarta e na quinta trouxeram alívio, mas foram irregulares e não suficientes para reverter completamente o estresse nas lavouras.
  • Especialistas dizem que a chuva é bem-vinda, mas a colheita segue em risco; é crucial que haja chuvas consistentes, com potencial de recuperação apenas a partir da próxima semana.
  • Em áreas diferentes, produtores já calculam quedas de rendimento; por exemplo, milho de plantio inicial pode cair em torno de 30% a 7 t/ha, caso não chova mais.

A Argentina vivencia momentos de alívio após chuvas esparsas, mas o risco de perdas ainda persiste. Em Chivilcoy, no cinturão das pampas, agricultores enfrentam calor extremo e pouca chuva desde janeiro, com a colheita de milho ainda em andamento. A chuva recente não foi suficiente para reverter danos.

A Buenos Aires Grain Exchange reduziu a estimativa de produção de milho e grãos para 57 milhões de toneladas na temporada 2025/26, frente a 58 milhões projetados anteriormente. A previsão para soja ainda não foi atualizada.

“É uma bênção”, comenta Juan Solari, sócio da fazenda Emidelia Solari, que produz milho e soja nas proximidades de Chivilcoy. A chuva de 25 mm desde quarta-feira trouxe alívio, mas não resolveu o quadro completo, segundo ele.

Cenário climatico e perspectivas

Especialistas afirmam que o estoque de água ainda é baixo na região central, e seriam necessários mais de 50 mm de chuva para iniciar uma recuperação significativa. A recuperação depende de precipitações constantes nas próximas semanas.

Os impactos variam pelo país. Em Navarro, Eduardo Caruso relata solo seco e plantas com danos, estimando queda na produção de milho de 12 para 7 t/ha. Pergamino mostra degradação semelhante em áreas de cultivo antecipado.

Outros produtores, como Jorge Bianciotto, indicam quedas de cerca de 30% na produção de milho precocemente semeado e reduções proporcionais na soja, com perspectivas dependentes de chuvas entre a próxima semana e o mês.

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