- Em junho de dois mil vinte e seis, a Tate Gallery de Londres abriu suas primeiras salas dedicadas às “pinturas modernas estrangeiras” e realizou uma grande mostra com mais de duzentas cinquenta obras.
- As cinco obras de Van Gogh emprestadas eram de colecionadores britânicos: quatro pinturas e um desenho, expostas na sala norte- oeste da galeria.
- Entre as peças estavam Les Lauriers rose, hoje conhecido como Oleanders; Café at Arles, hoje Interior of a Restaurant; Village at Arles, hoje Stairway at Auvers; além de outras duas obras que tiveram mudanças de título ao longo do tempo.
- A mostra incluiu uma falsificação, Still life with Daisies and Poppies, que acabou na coleção do Picton Castle, em Pembrokeshire, após venda de seu comprador original.
- Além dessas peças, estuvo Exibido Landscape near The Hague, hoje chamado The Hut, e a Tate também exibia Landscape: Arles, hoje Peach Trees in Blossom; a galeria atual é a Tate Britain, com uma área dedicada a pinturas britânicas.
A Tate Gallery de Londres inaugurou em junho de 1926 suas primeiras salas dedicadas ao que chamavam de pinturas “modern foreign”. O evento contou com a presença do rei George V e da rainha Mary, marcando a abertura de um espaço para arte internacional na instituição.
Para a ocasião, foi montada uma grande mostra emprestada de mais de 250 obras, já que o acervo da Tate na época era modesto. Entre os empréstimos, vieram cinco trabalhos de Vincent van Gogh, todos de colecionadores britânicos, distribuídos na ala noroeste do prédio.
As obras e seus destinos
Os empréstimos incluíram quatro quadros e um desenho. Entre as peças estão campos de flores e cenas de Arles, transferidas ao longo dos anos para museus como o Met, o Saint Louis Art Museum e coleções privadas. Um deles, ainda que atribuído a Van Gogh, foi reatribuído com o passar do tempo após reformas na datação.
Entre os itens, destaca-se ainda uma obra apresentada como fala de realidade, mas posteriormente reconhecida como farsa. A pintura foi exibida como parte da mostra de 1926 e, no fim dos anos 1920, identificada como falsificação. Hoje, permanece em coleções privadas ou museus que a conservam como curiosidade histórica.
Além dos cinco empréstimos, a Tate exibiu mais um Van Gogh adquirido anteriormente, hoje no Courtauld Gallery. A instituição mantém uma coleção internacional menor, mas com capacidade de preencher as galerias e, ao longo do tempo, ampliou significativamente seu acervo.
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