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Obra favorita de Van Gogh de Whistler em exibição no Tate Britain

Exposição no Tate Britain apresenta o retrato da mãe de Whistler e revela ligações com Van Gogh, destacando impacto na história da arte

James Whistler’s Arrangement in Grey and Black no. 1, Portrait of the Painter's Mother (1871)
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  • A exposição sobre James McNeill Whistler no Tate Britain abre em 21 de maio e vai até 27 de setembro; depois segue para o Van Gogh Museum, de 16 de outubro a 10 de janeiro de 2027, com o subtítulo Dandy and Disrupter.
  • O destaque é o retrato da mãe do artista, Arrangement in Grey and Black no. 1, também conhecido como Portrait of the Painter’s Mother, de 1871, pertencente ao Musée d’Orsay.
  • A obra foi pintada em Chelsea, Londres, quando Whistler tinha 67 anos, e a mãe dele, Anna Whistler, vivia com ele naquela época.
  • O retrato é visto como imagem de maternidade e da dignidade da idade, considerado pela biografia de Anna Whistler como “a primeira pintura moderna a ser tratada como ícone”.
  • Não está claro se Van Gogh conhecia a obra, apesar de ter visto reproduções; há, ainda, ligações históricas entre Whistler e a galeria Goupil (mais tarde Boussod & Valadon) e seus contactos com Theo Van Gogh.

James McNeill Whistler ganha destaque na Tate Britain com a obra que inspira Van Gogh

Whistler apresentará um de seus retratos mais conhecidos, Portrait of the Painter’s Mother, na mostra dedicada ao artista na Tate Britain. A pintura, feita em 1871, retrata a mãe do artista aos 67 anos. A curadoria destaca o peso simbólico da imagem.

O retrato foi encomendado após a ausência de uma modelo, enquanto Whistler vivia em Chelsea, Londres. A obra recebeu o título Arrangement in Grey and Black no. 1, mas hoje é geralmente chamada pelo nome curto Portrait of the Painter’s Mother.

A ligação entre Whistler e Van Gogh é tema central da exposição, que circula pela Tate Britain entre 21 de maio e 27 de setembro. O conjunto de peças segue para o Van Gogh Museum, em Amsterdã, de 16 de outubro a 10 de janeiro de 2027, desta vez com o subtítulo Dandy and Disrupter.

Exposição e obras

A obra de Whistler pertence ao Musée d’Orsay, que a cede para as exibições em Londres e Amsterdã. O quadro permanece na moldura original, desenhada pelo próprio artista, proporcionando ao público a leitura pretendida na época.

O retrato é apresentado como símbolo da maternidade e da dignidade na idade. Em uma biografia de 2018, os autores descrevem-no como o primeiro retrato moderno a ser iconizado e contestado por críticos de então.

Contexto histórico e possíveis vínculos

Não está claro se Van Gogh conhecia a versão original, ainda que tenha sido exibida brevemente em Londres em 1874. O artista enviou cartas a sua irmã sobre a memória da mãe, mas não há confirmação de lembrança direta da obra.

Antes do possível encontro, a obra de Whistler já circulava em gravuras. Cinco gravuras foi publicadas até 1889, o que aumenta a chance de Van Gogh ter visto pelo menos uma cópia impressa.

Laços entre Whistler e Goupil

O catálogo da exposição não detalha a relação entre Whistler e a galeria Goupil, que mais tarde mudou de nome. Theo, irmão de Van Gogh, atuava na filial parisiense da empresa quando houve lançamentos de litografias de Whistler em Londres, em 1887.

Em 1891, a galeria parisiense exibiu obras de Whistler, que acabaram sendo adquiridas pelo Musée du Luxembourg e, posteriormente, pelo Musée d’Orsay. A coincidência histórica reforça o papel de Theo na difusão das obras.

O retrato de Anna, a mãe de Van Gogh

Em outubro de 1888, Van Gogh pintou um retrato de sua própria mãe, Anna, duas obras distintas em termos de cor e composição. O retrato de Van Gogh destaca cores vivas e um fundo verde, contrastando com o tom cinza do retrato de Whistler.

A relação entre as duas obras evidencia abordagens distintas de retrato materno. Enquanto Whistler prioriza tonalidades suaves, Van Gogh utiliza cores fortes para expressar emoção e presença.

Diálogo entre os dois artistas

Existe ainda uma possível influência comum: as cenas noturnas ribeirinhas de Whistler podem ter inspirado Van Gogh a criar Starry Night over the Rhône, em setembro de 1888. Assim, ambos exploram temas similares de forma contrastante.

A exibição em Londres marca um momento de reconciliação entre história da arte e novas leituras de maternidade e envelhecimento. O público terá a chance de entender as leituras de Whistler em diálogo com Van Gogh.

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