- A delegação da Síria na Bienal de Veneza de 2026 será representada por uma única artista, Sara Shamma, sinalizando uma direção cultural renovada no país.
- O projeto é intitulado The Tower Tomb of Palmyra e reúne pintura, arquitetura, luz, som e aroma em instalação imersiva.
- A mostra se inspira nas antigas torres funerárias de Palmyra, destruídas pelo Estado Islâmico em 2015, respondendo à perda cultural e à possibilidade de reconstrução.
- A instalação terá uma grande estrutura arquitetônica com dezoito novas pinturas, permitindo que os visitantes percorram o espaço.
- O projeto, desenvolvido originalmente em 2019 para o Fitzwilliam Museum e adiado pela pandemia, foi retomado para representar a Síria na Bienal, com Shamma destacando aspectos positivos do país.
Siria marcará sua participação na Bienal de Veneza 2026 com uma mudança estratégica: o pavilhão nacional terá como foco único a artista Sara Shamma, uma das nomes mais relevantes da pintura contemporânea do país. A obra central é uma instalação imersiva que reúne pintura, arquitetura, luz, som e aroma, homenageando a herança cultural destruída pela guerra.
A proposta, intitulada The Tower Tomb of Palmyra, foi curada por Yuko Hasegawa e comissionada pelo ministério da cultura da Síria. A instalação incorpora elementos que refletem a perda de monumentos, especialmente as torres funerárias de Palmyra destruídas em 2015, e busca também sinalizar caminhos de reconstrução cultural.
A produção inclui uma estrutura arquitetônica de grande formato que abriga 18 pinturas novas de Shamma. Os visitantes serão convidados a percorrer o espaço, explorando uma narrativa sensorial que enfatiza memória, perda e renascimento.
O projeto foi desenvolvido por vários anos. Iniciou-se em 2019 para uma exposição prevista no Fitzwilliam Museum, em Cambridge, Reino Unido, mas foi interrompido pela pandemia. Ao surgir a oportunidade de representar a Síria na Bienal, o projeto foi retomado para a edição de Veneza, sendo considerado adequado para o formato do pavilhão nacional.
Sara Shamma é reconhecida por pinturas figurativas que exploram gestos e expressões humanas. A série para Veneza conserva esse foco, mas também incorpora novas cores e técnicas desenvolvidas ao longo de quase cinco meses de trabalho, mantendo o interesse em penetrar o subconsciente do espectador.
Para a artista, a apresentação no pavilhão sírio representa um momento de transição do país, associando memória a perspectivas de reconstrução. O projeto foi concebido como uma forma de destacar aspectos positivos da Síria, além das marcas deixadas pela guerra.
Desde setembro de 2024, Shamma retornou à Síria após oito anos alternando entre Londres e Damasco. Em seu relato, a artista descreve o retorno como parte de uma transformação nacional e pessoal, associando a nova fase ao renascimento cultural do país.
A Bienal de Veneza 2026, que sediará a exposição, marca, segundo a curadora, uma guinada na estratégia de apresentação da Síria no evento internacional. O pavilhão volta a enfatizar a produção de uma única criadora, ampliando o foco sobre a revitalização de uma memória cultural afetada pela violência.
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