- O presidente da Bienal de Veneza, Pietrangelo Buttafuoco, criticou críticos, acusando-os de narcisismo e censura em defesa de seu trabalho.
- As declarações foram feitas durante conferência em 6 de maio, em meio à controvérsia sobre a participação de Rússia e Israel.
- Buttafuoco afirmou que, se a Bienal começasse a escolher obras por passaportes, deixaria de ser o “lugar onde o mundo se reúne”.
- O Ministério da Cultura enviou inspetores para apurar o papel da gestão da Bienal e se houve violação de sanções, apontando que a Rússia não foi formalmente convidada e que decisões cabem aos países.
- Protestos marcaram a abertura para a imprensa; artistas e trabalhadores planejam greve, e houve contestação à participação de Israel por parte de uma coalizão de artistas.
Pietrangelo Buttafuoco, presidente da Bienal de Veneza, criticou ataques de críticos em defesa de sua gestão, três dias antes da abertura oficial. O pronunciamento ocorreu durante uma conferência no Teatro Piccolo dell’Arsenale, em 6 de maio, em meio a controvérsias sobre a participação da Rússia e de Israel no evento.
Durante o encontro, o dirigente reforçou a ideia de que a Bienal deve ser um espaço de encontro global e não um festival de exceções. Ele argumentou que seleccionar obras com base em passaportes comprometeria a missão da instituição de reunir culturas diversas.
Controvérsias políticas e institucionais cercam a edição deste ano. O governo italiano, por meio do ministro da Cultura, Alessandro Giuli, enviou fiscais para apurar eventual violação de sanções contra a Rússia e avaliou como a gestão da Bienal lidou com o tema.
Relatos de minutes oficiais indicam que a Bienal não teria convidado formalmente a Rússia e que as decisões sobre participação são tomadas pelo próprio país. O documento também aponta avaliações sobre sanções internacionais e sobre uma possível resposta a ações judiciais envolvendo Israel.
Protestos e mobilização de artistas marcaram o período de preparação. Em 7 de maio, grupos como ANGA organizaram protestos, e a dissidência russa Pussy Riot participou de atividades associadas. Trabalhadores da Bienal já anunciaram planos de greve para breve.
A participação de Israel tem sido objeto de debates, com cartas de artistas atestando pedidos de exclusão. Com a abertura da mostra, a Rússia permanece em saliência, com curadorias avaliando próximos passos frente às sanções da União Europeia.
Pelas declarações, o presidente da Bienal citou apoio da chefe do governo italiano à autonomia institucional da mostra, destacando o equilíbrio entre posição nacional e liberdade de organização. A gestão da Bienal continua em avaliação pelas autoridades e pela imprensa.
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