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Museu Judaico Contemporâneo coloca edifício de Libeskind à venda em San Francisco

Museu Contemporâneo Judaico de São Francisco coloca prédio de Libeskind à venda para financiar futuro sustentável, mantendo programação com parceiros

The Contemporary Jewish Museum, San Francisco
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  • O Contemporary Jewish Museum (CJM) vai vender seu prédio projetado por Daniel Libeskind, no centro de San Francisco, já que está fechado desde dezembro de 2024.
  • A instituição quer usar o dinheiro da venda para garantir um futuro sustentável e manter a programação por meio de parcerias com outras instituições culturais.
  • O prédio, de 63 mil pés quadrados, foi inaugurado em 2008 após investimento de 47 milhões de dólares para transformar uma antiga subestação, projeto premiado de Libeskind.
  • A lei local exige que o imóvel seja usado para fins culturais ou institucionais, limitando o comprador e dificultando a venda para escritórios, moradias ou hotel; a CJM mantém dívida de cerca de 13,5 milhões de dólares.
  • A CJM não pretende encerrar a programação e planeja contratar novo curador, explorar parcerias e disponibilizar os espaços para eventos privados até janeiro de 2027; a venda está sendo conduzida pela imobiliária Newmark.

O Contemporary Jewish Museum (CJM), em San Francisco, decidiu colocar à venda o prédio projetado por Daniel Libeskind, localizado no centro da cidade. A decisão ocorre após o museum ter fechado as portas em dezembro de 2024 e demitido grande parte da equipe, citando queda de público e apoio reduzido desde a pandemia.

A venda visa usar o dinheiro para assegurar um futuro sustentável do CJM, segundo comunicado oficial. A instituição afirma que, mesmo sem o espaço físico, pretende manter sua programação em parceria com outras instituições culturais da região.

O CJM foi fundado em 1984 e não mantém acervo permanente, concentrando-se em arte e cultura judaicas contemporâneas. Em 2008, inaugurou o prédio de 63 mil pés quadrados, convertido de uma antiga subestação de energia.

Detalhes da venda e condições

O imóvel está sob administração de marketing pela empresa imobiliária Newmark. A legislação local exige que o edifício continue abrigando usos culturais ou institucionais, o que restringe potenciais compradores a esse perfil.

Segundo Kerry King, diretora executiva do CJM, a prioridade é monetizar o ativo para financiar o futuro da instituição. O museu mantém dívida de cerca de US$ 13,5 milhões, resultados do financiamento da construção do próprio prédio.

O que pode mudar no futuro do CJM

Ainda não houve anúncio oficial sobre o formato futuro do CJM. Um cenário possível é seguir o modelo de museus nômades, como já adotado por instituições da cidade, mantendo a programação sem depender de um espaço fixo.

O CJM continua a buscar curadores e parcerias para exposições e eventos com outras entidades culturais da região. As instalações também deverão estar disponíveis para aluguel para eventos privados até janeiro de 2027.

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