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Diretora do Museu Nacional de Bogotá, Liliana Angulo Cortés, morre aos 51

Morta aos 51 anos, Liliana Angulo Cortés liderou o Museo Nacional de Colombia, impulsionando reparação histórica, antirracismo e a diversificação de vozes Afro-Colombianas

Liliana Angulo Cortés
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  • Liliana Angulo Cortés, diretora do Museo Nacional de Colombia, em Bogotá, faleceu no dia 21 de fevereiro, aos 51 anos.
  • Ela foi a primeira mulher afro-colombiana a chefiar o museu, promovendo a reparação histórica e a diversificação de narrativas.
  • Sua gestão acelerou a reinterpretação da coleção desde a nomeação, em março de 2024, com foco em memória colonial e inclusão de comunidades Afro-colombianas e indígenas.
  • Durante o mandato, ampliou iniciativas como o Laboratório para a Reparación y el Antirracismo, buscando contribuir para novas leituras da identidade nacional.
  • Autoridades e organizações culturais reagiram, destacando a importância de seu legado para a cultura e para a formação de uma memória mais ampla no país.

Liliana Angulo Cortés, diretora do Museo Nacional de Colombia, em Bogotá, morreu em 21 de fevereiro aos 51 anos. A notícia chega em meio a um momento de transformação institucional que ela ajudou a acelerar.

Angulo era a primeira afro-colombiana a chefiar o museu, e dedicou sua atuação à desconolização, anti-racismo e reparação. Seu trabalho buscou ampliar narrativas que incluíssem vozes negras e indígenas.

Ao assumir a direção em março de 2024, ela prometeu repensar o acervo e a forma de apresentar a história nacional, enfatizando uma memória mais crítica e inclusiva, com foco na reparação histórica.

Impacto institucional

Sob sua gestão, o museu ampliou o Laboratorio para a Reparación y el Antirracismo, que analisa como as coleções moldam identidades e pertencimento. Angulo apontou lacunas históricas e a predominância de narrativas centrais.

A chegada dela coincidiu com uma fase de mudanças, já que o museu enfrentava, no início de 2024, uma crise administrativa ligada a um processo licitatório que levou à saída do então-diretor William López Rosas.

Reações e apoio

O Ministério da Cultura reconheceu a importância de Angulo para o setor cultural ao destacar sua defesa de culturas afrodescendentes e de comunidades historicamente marginalizadas. O ministério não comentou sobre o futuro imediato do museu.

Instituições culturais do país também prestaram homenagens. O Museo de Arte Moderno de Medellín destacou a mudança de compreensão da arte contemporânea, enquanto a Centro Nacional de Memoria Histórica ressaltou o legado de Angulo para a memória e a dignificação de identidades afrodescendentes. A Biblioteca Nacional de Colombia afirmou que sua atuação permanece transformadora para a arte e para o país.

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