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Instituto do Tambor de São Paulo inaugura acervo de instrumentos de percussão

Acervo do Instituto do Tambor, em São Paulo, reúne tambores de várias tradições e oferece contextualização sobre produção e saberes da percussão

Foto: Augusto Diniz
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  • O Instituto do Tambor, na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo, inaugurou um acervo de instrumentos de percussão.
  • O acervo reúne itens afro-brasileiros, indígenas e africanos, além de materiais sobre produção e cultura dos objetos.
  • O criador Luiz Poeira, que atua há quase três décadas na luteria de percussão, lidera o projeto.
  • A tanoaria é destaque no acervo, com foco na construção do corpo dos instrumentos por meio de ripas de madeira maciça.
  • Visitas podem ser agendadas pelo telefone (11) 9308 38482 e o espaço oferece rodas de conversa, palestras e aulas.

O Instituto do Tambor, localizado na Vila Sônia, zona oeste de São Paulo, inaugurou um acervo de instrumentos de percussão. A mostra reúne itens afro-brasileiros, indígenas e africanos, além de informações sobre a produção das peças e a cultura associada a cada uma delas. A abertura visa ampliar o entendimento sobre saberes da tradição, segundo o fundador Luiz Poeira.

Entre os itens expostos estão atabaque, caixa do divino, tambor falante, tambor de crioula, conga, djembê, dunun e tambor alegre. O acervo também reúne instrumentos percussivos adicionais como agbê (xequerê), pandeirão e maracá, além de instrumentos de corda africanos, como kora e bolon. O conjunto evidencia diversidade de sistemas de afinação, que vão de ferragens modernas a cordas antigas.

Luiz Poeira, que hoje está próximo dos 30 anos dedicados à luteria de percussão, iniciou o interesse pela produção de instrumentos na adolescência, após se aproximar da capoeira. O aprendizado foi motivado pela convivência com o mestre Rômulo Nardes, que o ensinou técnicas de confecção.

O acervo atual complementa a produção do instituto, fundado em 2008, com peças criadas pela própria organização e outras cedidas por colecionadores e músicos. Além da exposição, o espaço oferece rodas de conversa, palestras e aulas de percussão africana e afro-brasileira.

Visitas ao acervo podem ser agendadas pelo telefone (11) 9308 38482. O Instituto do Tambor já recebia público anteriormente, mas a nova organização com dados informativos facilita o aprofundamento sobre os instrumentos e suas tradições.

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