- O Dib Bangkok, museu inaugurado neste mês em Bangkok, apresenta mais de 1.000 obras da coleção familiar em um espaço de 7.000 m².
- O projeto foi conduzido pelo filho de Petch Osathanugrah, Purat “Chang” Osathanugrah, após a morte do empresário em 2023.
- O espaço principal fica em um galpão dos anos oitenta convertido, com a exposição inaugural (In)visible Presence e um espaço irmão, o Dib26, dedicado a programação educativa e experimental.
- A curadoria busca conectividade global, com exposições temáticas e obras de cerca de 200 artistas de várias partes do mundo.
- A coleção de mais de mil itens, originária da família Osathanugrah (Pae), reúne obras desde os anos noventa e já se tornou núcleo do acervo do museu.
O novo Dib Bangkok, inaugurado neste mês em Bangkok, abre as portas para mais de 1.000 obras da coleção familiar em um espaço de 7.000 m². A mostra inaugural, intitulada In)visible Presence, acontece em um armazém convertido dos anos 1980 e ganha um espaço-irmão, o Dib26, dedicado a programação educativa e experimental.
O projeto nasce de um sonho de Petch Osathanugrah, empresário e músico falecido em 2023. O filho Purat “Chang” Osathanugrah, hoje à frente da Bangkoku University, da Zipcode e de um fundo de private equity, conduziu a conclusão da iniciativa. Miwako Tezuka dirige o Dib Bangkok desde a concepção.
Bangkok é apresentada como destino emergente para a arte contemporânea, com destaque para Bienais de Bangkok e da Tailândia, além de espaços como Maiiam Contemporary Art Museum e 100 Tonson. Tezuka afirma que a cidade está em ponto de inflexão para atrair público global.
O edifício, assinado pela WHY Architecture com Kulapat Yantrasast, ocupa um edifício de três andares com galerias, um pátio central de 1.400 m², jardim de esculturas e um espaço para eventos. A fachada revela um conjunto de triângulos que remete a velas, mantendo janelas e caixilhos originais tailandeses-chineses.
Dib26, instalado a cerca de 15 minutos de distância, funciona como espaço satélite com programação mais flexível. Projetado pela Supermachine Studio, o espaço acolhe um programa educativo em parceria com a Escola de Artes da Bangkok University e oferece atividades comunitárias.
A exposição de abertura reúne obras de 80 artistas, com esculturas de Lee Bul e Anselm Kiefer, instalações de Montien Boonma, além de pinturas de Yuree Kensaku e Alex Katz. A curadoria prioriza temas como memória, mortalidade e perda, com obras de artistas que muitas vezes não haviam sido mostrados emta.
A coleção Osathanugrah, com mais de 1.000 peças desde os anos 1990, traz obras de artistas de várias partes do mundo. A história da família remonta à cadeia farmacêutica que deu origem ao grupo Osotsapa, com atuação marcante no mercado tailandês.
A diretora Miwako Tezuka ressalta que o Dib Bangkok pretende ser uma ponte entre gerações, promovendo encontros diretos com arte global. A instituição pretende manter uma programação temática, articulando comunicação entre produção, pesquisa e educação.
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