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Misan Harriman deixa o cargo de presidente do Southbank Centre

Harriman deixa a presidência do Southbank Centre no outono, após mês de pressão por ter compartilhado teoria conspiratória sobre o ataque de Golders Green

Harriman at the UK premiere of Disclosure Day in London in early June.
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  • Misan Harriman anunciou que não buscará novo mandato e deixará a presidência do Southbank Centre no outono de 2026, após um mês de pressão ligada à divulgação de uma conspiração sobre o ataque de Golders Green.
  • Ele já tinha dito que cumpriria dois mandatos; o anúncio ocorre while o centro celebra seus 75 anos.
  • Críticos questionaram suas ações nas redes por suposto minimizarem o ataque antissemita; editoriais o chamaram de crasso e afirmaram que as declarações poderiam prejudicar a instituição.
  • Houve apoio público de figuras como Greta Thunberg, Tracey Emin e Gary Lineker, além de parlamentares que denunciaram campanha de difamação, defendendo Harriman.
  • A Southbank Centre informou que a sucessão já está em planejamento e que mais detalhes serão divulgados após a assembleia geral de julho; a organização também registrou uma queixa ao Ipso sobre a cobertura da imprensa.

Misan Harriman vai deixar o cargo de presidente do Southbank Centre no outono de 2026, após um mês de pressão causada por acusações de ter compartilhado uma conspiração sobre o ataque de Golders Green. A instituição confirmou a decisão.

Segundo comunicado, Harriman já havia informado que não buscaria um terceiro mandato e que pretendia encerrar o segundo mandato. A data exata e o processo de sucessão serão divulgados após a assembleia geral de julho.

O centro vem sob escrutínio desde que Harriman foi acusado pela imprensa de repostar conteúdo conspiratório. A controvérsia coincidiu com críticas a comentários do dirigente sobre resultados eleitorais locais.

O Southbank Centre, que completa 75 anos neste ano, não vincula a saída a críticas específicas, mas destacou que a decisão foi tomada de forma voluntária. O processo de escolha do novo presidente deverá abrir em breve.

Entre apoiadores, figuras públicas destacaram o trabalho de Harriman e o legado da instituição. Críticos questionaram a influência de plataformas digitais na liderança e reputação do centro.

A imprensa britânica reportou que houve uma campanha de apoio a Harriman, além de cartas enviadas a membros do parlamento defendendo o dirigente. O governo local também acompanhou o desenrolar do caso.

A organização informou que continuará com suas atividades e projetos programados, como expõições e festivais, mantendo o compromisso com a comunidade e com o uso de recursos públicos.

A assessoria acrescentou que o anúncio de saída foi feito em janeiro ao vice-presidente, e que a direção já trabalha na continuidade da governança. Mais detalhes serão anunciados após o próximo encontro.

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