- A mostra principal da Bienal de Veneza 2026 foi montada um ano após a morte da curadora Koyo Kouoh.
- O circuito é, em alguns momentos, cacofônico, guiado por sentinelas e seres híbridos, em meio a uma curadoria rica, porém desigual.
- O Central Pavilion sofre com ritmo confuso e pouca continuidade, destacando a escassez de espaços solo rumo a salas mais coletivas.
- A presença de dois lodestar ausentes — Issa Samb e Beverly Buchanan — que mereciam espaços dedicados, fica diluída pela dispersão entre diversos artistas.
- Entre as obras, aparecem trabalhos de Otobong Nkanga, Wangechi Mutu, Maria Magdalena Campos-Pons e Guadalupe Maravilla, em conjunto que alterna acertos estéticos e escolhas controversas.
O The Big Review informa que a mostra principal da Bienal de Veneza 2026 foi montada um ano após a morte da curadora Koyo Kouoh. A curadoria fica sob sinais de guarda, sentinelas e seres híbridos, em um conjunto rico, porém desigual, de obras.
A Central Pavilion apresenta um ritmo conturbado, com espaços de passagem e salas que alternam entre grupos e peças isoladas. A crítica aponta escassez de salas dedicadas a artistas solo relevantes, o que prejudica a leitura do conjunto.
Entre as obras em destaque, destaca-se a instalação de Otobong Nkanga na entrada do Pavilhão Central, intitulada Soft Offerings to Silenced Voices and to All Who Have Turned to Dust (2026). A montagem cria um ingresso carregado de referência histórica.
Também ganham espaço as pinturas de Maria Magdalena Campos-Pons retratando Koyo Kouoh e Toni Morrison, contribuindo para o giro de figuras históricas e de liderança negra na mostra. A curadoria distribui referências em salas compartilhadas.
Mohammed Joha aparece com colagens que dialogam com outras propostas da mostra, enquanto Guadalupe Maravilla é representado pela série ICE Age Disease Thrower, com esculturas que enfatizam a materialidade.
MothersMound — peça central de uma sala dedicada a Wangechi Mutu — evidencia a inclinação por salas multiártico, que acabam fragmentando a leitura do conjunto. Essa dispersão também reduz a visibilidade de artistas históricamente importantes para Kouoh.
O conjunto é marcado por juxtaposições que, segundo a crítica, podem soar confusas ou abruptas. A curadoria enfatiza a colaboração entre obras, e isso impacta a experiência de percorrer o pavilhão.
Em síntese, o público encontra uma mostra densa, com momentos fortes e lacunas de espaços solo, o que mantém a leitura complexa e aberta à interpretação, sem rupturas abruptas de tema.
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