- Rumor de que Jonathan, o tartaruga de 193 anos, tinha morrido ganhou repercussão, incluindo BBC e USA Today, no dia 1º de abril.
- A notícia era falsa: o animal continua vivo e bem, conforme o veterinário real, Joe Hollins.
- A postagem falsa atribuída ao veterinário pedia doações em criptomoedas, configurando golpe para captar recursos digitais.
- Quem criou a farsa afirmou mais tarde ter havido hoax e que pessoas chegaram a enviar criptomoedas.
- Especialistas ressaltaram a necessidade de verificação antes de publicar, especialmente em casos sensíveis.
Jonathan não morreu. Hoax envolvendo criptomoedas enganou leitores que acreditaram na notícia sobre o Falecimento do animal mais velho do mundo, o jabur Jonathan, um jabuti terrestre de 193 anos.
O episódio ocorreu no dia 1º de abril, quando veículos como BBC e USA Today divulgaram a informação da morte do animal, atribuída a um veterinário que supostamente cuidava de Jonathan. A suposta confirmação partiu de uma postagem em redes sociais.
A fonte real da postagem nunca teve credibilidade; a profissional que cuida do jabuti confirmou que Jonathan segue vivo e bem, em Saint Helena. O veterinário verdadeiro alertou que a mensagem era uma tentativa de golpe.
O culpado pela suposta notícia foi identificado como alguém que se fazia passar pelo veterinário real. A mensagem clonada pediu doações em criptomoedas, caracterizando um golpe financeiro direto.
Ainda segundo a verificação, a conta falsa chegou a gerar adicionais posts sobre criptomoedas e finanças que destoavam do histórico profissional do veterinário, o que levantou suspeitas entre jornalistas.
As organizações de imprensa que repercutiram rapidamente o boato sem confirmação registraram constrangimento parcial. Especialistas destacam a importância de checagem cruzada de fontes em temas sensíveis.
Até o momento, não há relato de danos maiores, mas o caso serve como alerta sobre golpes que exploram notícias falsas para captar recursos digitais.
Verificação e lições
A rede de checagem ressalta que a checagem de identidade e de fontes é essencial antes de publicar relatos sensíveis que envolvam animais públicos. A investigação continua para identificar o autor do golpe.
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