- Justin Sun, bilionário e fundador da Tron, processa a World Liberty Financial (cofundada por Trump e filhos) em tribunal federal na Califórnia, alegando congelamento ilegal de seus tokens WLFI.
- A ação afirma que a empresa instalou ferramentas para impedir a venda dos tokens depois que passaram a ser negociáveis em setembro de 2025 e chegou a ameaçar “queimar” as participações de Sun.
- Sun detém quatro bilhões de tokens WLFI, avaliados em cerca de US$ 320 milhões; comprou US$ 45 milhões em WLFI e recebeu mais um bilhão de tokens ao ser nomeado tutor/assessor da empresa, diz a ação.
- A World Liberty não comentou oficialmente; a empresa afirmou anteriormente que Sun não é conselheiro nem ocupa posição operacional na companhia.
- A controvérsia ocorre em meio a críticas de investidores sobre governança centralizada; recentemente houve uma proposta de governança que pode restringir a negociação de até 17 bilhões de tokens de investidores iniciais até 2030.
Justin Sun processa a World Liberty Financial, parceria cofundada por Donald Trump e seus filhos, por suposta paralisação ilegal de venda de tokens da empresa. A ação foi protocolada em uma corte federal da Califórnia. Sun afirma que a empresa ocultamente instalou ferramentas para impedir a negociação dos seus tokens após se tornarem negociáveis em setembro de 2025.
Azevedo Sun, empresário de cripto e fundador da Tron, é considerado o maior investidor da World Liberty. Segundo a ação, ele comprou 45 milhões de dólares em tokens WLFI, equivalentes a cerca de 3 bilhões de unidades, e recebeu mais 1 bilhão de tokens ao ser indicado como conselheiro da empresa.
A carteira de Sun soma 4 bilhões de WLFI, avaliada em aproximadamente 320 milhões de dólares, conforme cálculos da Reuters com base no preço atual do WLFI. A World Liberty Financial não comentou o processo.
Alegações e contexto
A ação sustenta que a empresa ameaçou queimar as suas participações, mesmo com os tokens em carteira digital. O processo também alega que representantes da World Liberty pressionaram Sun a investir mais, incluindo propostas para adquirir participação em outra moeda estável e um pacote acionário.
A World Liberty respondeu publicamente que Sun não é advisor nem ocupa função operacional na companhia. Em resposta ao caso, Sun informou ter tentado resolver a disputa de boa-fé, mas as solicitações para desbloquear os tokens teriam sido recusadas.
A controvérsia ocorre em meio a críticas de investidores quanto à transparência e à governança centralizada da World Liberty. A empresa já recebeu mais de 1 bilhão de dólares em ganhos, segundo levantamento da Reuters, e prevê diretrizes de governança que alterariam o trading de tokens para antigos investidores.
Enquanto isso, a Casa Branca não respondeu a pedidos de comentário. O contexto envolve as atividades da família Trump no setor de cripto, com outras iniciativas alinhadas a políticas pró-criptomoedas desde 2025.
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