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Vitalik afirma que Ethereum resolveu o maior problema das criptomoedas

Vitalik Buterin afirma que Ethereum resolveu o maior dilema da cripto ao unir ZKEVMs e PeerDAS, ampliando descentralização e desempenho

Ethereum ZKEVM - Vitalik Says Ethereum Just Solved Crypto's Biggest Problem
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  • Vitalik Buterin disse que Ethereum resolveu o trilema da blockchain com a combinação de ZKEVMs (Máquinas Virtuais Ethereum de conhecimento zero) e PeerDAS, já em funcionamento na mainnet.
  • A inovação permite descentralização, consenso e alta largura de banda simultâneos, fruto de mais de uma década de desenvolvimento.
  • As ZKEVMs elevaram desempenho: tempo de prova caiu de 16 minutos para 16 segundos; custos caíram cerca de 45 vezes; 99% dos blocos são comprováveis em menos de 10 segundos no hardware-alvo.
  • PeerDAS possibilita verificação da disponibilidade de dados por amostragem de pequenas porções, aumentando a taxa de transferência sem sacrificar descentralização.
  • O cronograma prevê até 2030 a validação ZKVM como método principal de verificação de blocos, com fases de aumento de limites de gás em 2026 e migração de payloads para blobs entre 2026 e 2028.

Vitalik Buterin afirmou que a Ethereum resolveu, pela primeira vez, o triplo equilíbrio da blockchain ao combinar as Ethereum Virtual Machines com zero-knowledge (ZKEVM) e a tecnologia PeerDAS, hoje operando na mainnet. A afirmação marca o ponto alto de uma trajetória de quase uma década desde as primeiras experiências com disponibilidade de dados.

A promessa central é entregar descentralização, consenso e alto desempenho simultaneamente, algo considerado impossível até pouco tempo. As ZKEVMs já apresentam desempenho de produção, com reduções expressivas no tempo de provação e queda de custos, enquanto PeerDAS amplia a taxa de processamento ao verificar dados de disponibilidade por amostragem.

Progresso técnico e cronograma

Buterin explicou que redes peer-to-peer enfrentavam limites claros: BitTorrent oferece banda larga e descentralização, porém sem consenso; o Bitcoin garante consenso com baixa capacidade de throughput. A nova arquitetura da Ethereum distribui o trabalho de computação entre nós, mantendo verificação criptográfica de todas as transições de estado.

As ZKEVMs atingiram desempenho de produção, com tempos de prova caindo de 16 minutos para 16 segundos e custos reduzidos cerca de 45 vezes. Quase toda a blockchain pode ser provada em menos de 10 segundos com hardware-alvo. PeerDAS permite que os nós validem disponibilidade de dados sem baixar blocos inteiros, ampliando a escala sem sacrificar a descentralização.

A Ethereum Foundation traçou um roteiro de segurança com metas de 128 bits de segurança até o fim de 2026, com marcos intermediários de 100 bits até maio e integração obrigatória com a ferramenta de estimativa de segurança soundcalc até fevereiro. A fundação ressalta que qualquer falha em provas pode comprometer toda a segurança do ecossistema.

Cronograma e adoção institucional

Buterin apresentou um cronograma de implantação de quatro anos, iniciando em 2026 com aumentos de limite de gás não dependentes de ZKEVM e mudanças na estrutura de execução, além de primeiras oportunidades para rodar nós ZKEVM. Entre 2026 e 2028, haverá reprecificação de gás, alterações estruturais de estado e migração de payloads de execução.

Entre 2027 e 2030, a validação ZKEVM deve se tornar o método primário de verificação de blocos, com limites de gás aumentando substancialmente. O projeto também prevê construção de blocos distribuída, reduzindo a concentração geográfica e o risco de interferência centralizada.

Instituições já demonstram interesse: JPMorgan anunciará a criação de um fundo de mercado monetário tokenizado com 100 milhões de dólares em Ethereum, e o Deutsche Bank desenvolve uma solução Layer 2 baseada em ZKSync. Além disso, 24 instituições financeiras exploram tokenização de ativos sob regimes regulatórios de Cingapura.

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