- Sri Lanka registra um aumento alarmante de crimes cibernéticos, com redes comandadas pela China migrando suas operações após crackdown no sudeste asiático.
- Ao longo do ano, a polícia já realizou mais de uma dúzia de operações e deportou quase 700 estrangeiros investigados por envolvimento em golpes.
- Na última ação em Colombo, 18 cidadãos chineses e um de Laos foram detidos; foram encontrados 62 passaportes, além de-documentos falsificados e um certificado alegando empresa nos EUA.
- A maioria dos presos são chineses; há também detidos de Vietnã, Índia, Indonésia, Laos, Filipinas, Malásia e Mianmar, todos com visto de turista.
- Especialistas apontam que Sri Lanka tornou-se destino atraente por vistos de turista e de nômade digital, regulação limitada de serviços de internet e aluguel de espaços a baixo custo, facilitando a operação.
Sri Lanka registra crescimento alarmante de cybercrime, com redes de golpe migrando de três pontos da Ásia para o país. Autoridades afirmam que criminosos entram como turistas e montam operações de fraude online para vítimas globais, segundo o The Guardian.
Ao todo, mais de uma dúzia de operações foram alvo de ações desde o início do ano, com quase 700 estrangeiros detidos ou deportados por envolvimento em golpes. Na última operação em Colombo, 18 chineses e 1 lao foram detidos.
Os investigadores encontraram documentos falsos e equipamentos usados para fraudes, como certificados forjados, registros de empresas falsas e cartões de memória. Foram apreendidos 62 passaportes, principalmente de nacionais chineses.
A Polícia destaca que a maioria dos arrestos ocorreu com turistas, mas há registros de pessoas de outros países, incluindo Vietnã, Índia, Indonésia, Laos, Filipinas, Malásia e Myanmar. O padrão é deportar, em vez de processar criminalmente.
Contexto regional
Especialistas apontam que Sri Lanka tem atraído redes criminosas por vistos de turista facilitados, visto para nômades digitais e laxidão regulatória sobre chips, internet e negócios. A prática é ampliar operações com aluguel de escritórios e hotéis a baixo custo.
Segundo pesquisador de cybercrime, houve deslocamento de estruturas para Sri Lanka há cerca de dois anos, após restrições mais rígidas na região sudeste asiática. O volume de negócios envolve golpes desde romance até lavagem de dinheiro.
Infraestrutura e resposta local
Colombo passa a registrar pressão no mercado imobiliário, com aumentos de aluguel em complexes usados por grupos estrangeiros. Polícia relata que operações se organizam em pequenos grupos que se movem entre hotéis, apartamentos e escritórios a cada três meses.
A polícia confirmou que a ação mais recente envolve uma antiga unidade de crime com rede chinesa tentando convencer vítimas americanas a investir em uma empresa dos EUA falsa. A embaixada da China em Colombo reconheceu a participação de cidadãos chineses.
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